O FCPorto começou ontem a preparação da temporada de 2006/2007. Sem os dois mundialistas (Lucho e Ricardo Costa), 24 jogadores apresentaram-se a Co Adriaanse: Adriano, Alan, Anderson, Bosingwa, Bruno Alves, Bruno Moraes, Cech, Diogo Valente, Ezequias, Helton, Ibson, João Paulo, Jorginho, Lisandro Lopez, McCarthy, Paulo Assunção, Paulo Ribeiro, Pedro Emanuel, Pepe, Quaresma, Raul Meireles, Sokota, Vieirinha e Vítor Baía.
Quanto aos reforços parece-me evidente que não podem ficar por aqui. João Paulo é na minha opinião a aposta mais segura; Diogo Valente e Ezequias ainda têm muito por provar. Entretanto vem aí um tal de Sektioui, um extremo marroquino que vem do AZ Alkmaar. Não faço a mínima ideia do que joga o rapaz por isso não me pronuncio.
Quanto às saídas, César Peixoto, Postiga, Sonkaya e Hugo Almeida foram dispensados. Este último é o único com futuro assegurado, já que tem guia de marcha para o Werder Bremen. Isto não foi grande surpresa para mim, já que nenhum destes 4 tem lugar neste plantel. A surpresa foi alguém querer mesmo o Hugo Almeida.
Diego, como sabem, foi também despachado para o Werder Bremen. Ainda estou para perceber esta história. Ou muito me engano ou daqui a uns tempos ele está a regressar a Portugal.
Bruno Vale, Areias, Paulo Machado, Ivanildo, Maciel, Pitbull e Hélder Barbosa foram emprestados. Areias, Maciel e Pitbull porque não têm, obviamente, lugar no plantel. Os 4 jovens vão rodar em equipas da 1ª Liga para crescerem.
A incógnita é, pela 3ª(?) época consecutiva, a permanência ou não de McCarthy. Que ele quer sair já toda a gente sabe, que nós queremos que ele saia também. O problema é que, para além de ninguém estar disposto a pagar muito por ele, o Porto ainda não conseguiu contratar um ponta-de-lança que o possa substituir. Fala-se muito de Hesselink mas quando os negócios se arrastam muito já se sabe que correm mal. Já para não dizer que o monstrinho holandês me parece mais um substituto do Hugo Almeida que do McCarthy e isso sim é preocupante.
O balanço final parece-me equilibrado. Fora a saída inexplicável de Diego, o plantel não perdeu grande coisa e também não ganhou grande coisa.
Tendo em conta o campeonato, pode chegar outra vez mas continuo a achar-nos muito pouco preparados para a Champions.
11 julho, 2006
09 julho, 2006
Portugal - Alemanha
Como é que eu um dia vou explicar aos meus filhos...
... porque é que Portugal tinha direito a estar desmotivado neste jogo quando um 3º ou 4º lugar são sempre óptimos resultados?
(porque é que eu acabei de dizer que o 3º ou o 4º lugar são óptimos lugares para Portugal se até perdermos com a França nos auto-denominámos como "um dos principais favoritos"?)
... porque é que a Alemanha não veio com este discurso e encarou antes este jogo como uma forma de satisfazer os adeptos e jogou bem, para ganhar e dar espectáculo se, a jogar em casa, tinham mais obrigação do que nós de ir à final?
... que, apesar de eles ouvirem os comentadores desta altura a dizerem que aquela bola era capaz de fazer "duas ou três curvas" num só remate, o 1º golo da Alemanha é um grande frango?
... que, apesar de eles verem nos jornais antigos que Portugal teve muito azar nos jogos contra a França e contra a Alemanha, a mãe passou a acreditar numa tal de Caravaggio depois deste Mundial?
... porque é que o Scolari disse antes e depois do jogo que compreendia a frustração dos seus atletas quando supostamente não havia frustração nenhuma?
... porque é que nunca ninguém assumiu que começava a não ter piada nenhuma chegar longe e não ganhar?
... que o Pauleta que eles ouvem dizer que é o maior marcador de sempre da selecção nacional em fases finais só marcou um hattrick a uma Polónia que coitadinha e um golo à fantástica selecção de Angola?
... que o Ricardo que eles vêem na RTP memória a dar um Europeu à Grécia, a dar um campeonato ao benfica e a ser humilhado no Dragão é o mesmo que as pessoas ainda hoje relembram como "o herói do Mundial de 2006"?
... que o banco de Portugal no Mundial de 2006 não era assim tão mau como lhes tinham dito pois quando estávamos a perder podíamos sempre pôr o Postiga(!) ou o Nuno Gomes(!)?
... porque é que esta selecção foi recebida em apoteose por cerca de 10 mil pessoas(!) no Jamor?
... que nesta altura bastava fazer-se uns anúncios a relógios, a bancos ou o que quer que fosse em vez de se assistir a jogos, procurar e avaliar jogadores, procurar tácticas e soluções eficazes e fazer substituições adequadas para que um seleccionador fosse idolatrado?
... que o Figo que eles tinham visto na RTP memória a deixar a selecção depois do Euro era o mesmo que voltou uns meses depois como um herói nacional porque por acaso precisava de um novo contrato?
... que o Cristiano Ronaldo que eles ainda viam aparecer nas revistas cor-de-rosa podia ter sido o melhor do mundo se em 2006 não tivesse dado uma volta de 180º graus na sua personalidade?
... que o Deco que eles sabiam ter sido um dos três melhores jogadores portugueses neste Mundial afinal era brasileiro e antes de entrar neste grupo tinha sido criticado pelo tal Figo e Comp. LDA?
... que tirar o único avançado e pôr um médio quando se está a perder não era nesta altura considerada uma má opção?
... que nesta altura havia pessoas que acreditavam mesmo que o Scolari ia ficar em Portugal por carinho e não porque em nenhum outro lado do mundo ele podia ganhar tanto e fazer tão pouco sem ser logo corrido?
... que "honrar o meu país" era uma forma dos jogadores dizerem ganhar prémios de jogo sem que ninguém ficasse chocado?
... que a mãe não era a única pessoa que gostava de questionar-se sobre estas coisas, mas que era considerada maluca por isso mesmo?
... que depois disto tudo a mãe só queria era que começasse a temporada de 2006/2007 para que a sua sanidade futebolística recuperasse do choque?
... porque é que Portugal tinha direito a estar desmotivado neste jogo quando um 3º ou 4º lugar são sempre óptimos resultados?
(porque é que eu acabei de dizer que o 3º ou o 4º lugar são óptimos lugares para Portugal se até perdermos com a França nos auto-denominámos como "um dos principais favoritos"?)
... porque é que a Alemanha não veio com este discurso e encarou antes este jogo como uma forma de satisfazer os adeptos e jogou bem, para ganhar e dar espectáculo se, a jogar em casa, tinham mais obrigação do que nós de ir à final?
... que, apesar de eles ouvirem os comentadores desta altura a dizerem que aquela bola era capaz de fazer "duas ou três curvas" num só remate, o 1º golo da Alemanha é um grande frango?
... que, apesar de eles verem nos jornais antigos que Portugal teve muito azar nos jogos contra a França e contra a Alemanha, a mãe passou a acreditar numa tal de Caravaggio depois deste Mundial?
... porque é que o Scolari disse antes e depois do jogo que compreendia a frustração dos seus atletas quando supostamente não havia frustração nenhuma?
... porque é que nunca ninguém assumiu que começava a não ter piada nenhuma chegar longe e não ganhar?
... que o Pauleta que eles ouvem dizer que é o maior marcador de sempre da selecção nacional em fases finais só marcou um hattrick a uma Polónia que coitadinha e um golo à fantástica selecção de Angola?
... que o Ricardo que eles vêem na RTP memória a dar um Europeu à Grécia, a dar um campeonato ao benfica e a ser humilhado no Dragão é o mesmo que as pessoas ainda hoje relembram como "o herói do Mundial de 2006"?
... que o banco de Portugal no Mundial de 2006 não era assim tão mau como lhes tinham dito pois quando estávamos a perder podíamos sempre pôr o Postiga(!) ou o Nuno Gomes(!)?
... porque é que esta selecção foi recebida em apoteose por cerca de 10 mil pessoas(!) no Jamor?
... que nesta altura bastava fazer-se uns anúncios a relógios, a bancos ou o que quer que fosse em vez de se assistir a jogos, procurar e avaliar jogadores, procurar tácticas e soluções eficazes e fazer substituições adequadas para que um seleccionador fosse idolatrado?
... que o Figo que eles tinham visto na RTP memória a deixar a selecção depois do Euro era o mesmo que voltou uns meses depois como um herói nacional porque por acaso precisava de um novo contrato?
... que o Cristiano Ronaldo que eles ainda viam aparecer nas revistas cor-de-rosa podia ter sido o melhor do mundo se em 2006 não tivesse dado uma volta de 180º graus na sua personalidade?
... que o Deco que eles sabiam ter sido um dos três melhores jogadores portugueses neste Mundial afinal era brasileiro e antes de entrar neste grupo tinha sido criticado pelo tal Figo e Comp. LDA?
... que tirar o único avançado e pôr um médio quando se está a perder não era nesta altura considerada uma má opção?
... que nesta altura havia pessoas que acreditavam mesmo que o Scolari ia ficar em Portugal por carinho e não porque em nenhum outro lado do mundo ele podia ganhar tanto e fazer tão pouco sem ser logo corrido?
... que "honrar o meu país" era uma forma dos jogadores dizerem ganhar prémios de jogo sem que ninguém ficasse chocado?
... que a mãe não era a única pessoa que gostava de questionar-se sobre estas coisas, mas que era considerada maluca por isso mesmo?
... que depois disto tudo a mãe só queria era que começasse a temporada de 2006/2007 para que a sua sanidade futebolística recuperasse do choque?
06 julho, 2006
Portugal - França
Pois é, Portugal não vai ser campeão do mundo. A nossa melhor selecção de sempre não passou o teste contra uma França que, dizem os "especialistas de futebol em tempo de selecção", pouco ou nada jogou neste Mundial.
Na ressaca de mais uma eliminação perante os francius, diz-se que fomos roubados e que Portugal merecia pelo menos a final.
Ora, quanto ao jogo e à arbitragem a minha opinião é simples: o árbitro não influenciou o resultado. Ricardo Carvalho faz falta sobre Henry e nenhuma das outras mil tentativas de sacar um penalty de compensação (mesmo à Tuga, pois claro) me parece justificar estas queixas todas. De resto, a França controlou e a verdade é que quando Portugal teve mesmo que assumir o jogo e atacar (pela 1ª vez neste Mundial, saliente-se) não foi capaz de o fazer.
Quanto ao choro todo porque supostamente mereciamos a final acho que, em primeiro lugar, as pessoas deviam estar era muito contentes porque chegar até às meias é, afinal de contas, uma coisa que conseguimos 2 vezes na vida.
Em relação ao mérito, é muito discutível porque eu já ouvi os tais "especialistas de futebol em tempo de selecção" (que são na sua maioria mulheres e metem-me um nojo do pior) a dizerem: "não sei como é que a Itália está na final. Não jogam nada comparados connosco". Por favor, alguém lhes explique o que quer dizer catenaccio. Pronto, já nem peço tanto: emprestem-lhes só uns vídeos da Itália e vejam os jogos com essas pessoas. Expliquem-lhes como não sofrer um golo por sorte e marcar na mesma jogada faz dos italianos temidos, respeitados e mortíferos como ninguém. Expliquem-lhes que isso é futebol. Para quem diz que nós temos um grande ataque e eles só sabem defender, mostrem-lhes a diferença entre um Toni e um Pauleta. Isto é mérito.
Mérito é o que os "velhos" franceses (eu comecei o Mundial a dizer que com estes velhos nem era preciso gente nova...) mostraram ao mundo depois de serem chacinados pela imprensa. Mérito é pegar em meia dúzia de putos "desconhecidos" e fazer uma selecção como a Alemanha de Klinsmann. E mérito é também um país como Portugal lutar contra estes países desenvolvidos dos quais estamos a anos-luz de distância. E não estou só a falar a nível social ou económico. Estou mesmo a falar em termos de futebol, porque em termos de selecção nem podemos comparar títulos porque simplesmente nós não os temos. E, apesar deste mérito e apesar desta selecção ter tido o apoio que nunca nenhuma outra teve, a verdade é que continuamos sem o mais importante: taças.
Mais uma vez, o mal foi sonharem muito alto. É verdade que para chegarem a Berlim só faltou um bocadinho assim mas um tiraço do Maniche ou umas defesas do Ricardo nos penalties não colam todos os dias. Esse bocadinho assim devia ter sido um bocadão a mais de futebol bem jogado. Pronto, admito que eu também sou um bocado exigente.
Se fosse a minha equipa o jogo contra o México preocupava-me imenso, o jogo contra o Irão deixava-me furiosa e o jogo contra Angola dava-me motivos para os ameaçar de morte. Se fosse a minha equipa o jogo contra a Holanda enchia-me de vergonha e o jogo contra a Inglaterra fazia-me acreditar numa santa qualquer. Se fosse a minha equipa depois do jogo contra a França eu ia gritar-lhes ao aeroporto "porque é que nem a perder fazem pela vida?". Se fosse a minha equipa e eu tivesse as mesmas expectativas que os maluquinhos da selecção (ando a tentar arranjar-lhes uma designação mais formal, mas esta parece-me a mais próxima da realidade) exigia um bocado mais: talvez um ponta-de-lança que escusava de ser o melhor marcador de sempre do país, bastava que conseguisse mesmo marcar em jogos contra equipas a sério; talvez dois extremos que escusavam de ser dos melhores do mundo, bastava que fizessem mais do que pensar em contratos com o Inter de Milão e o Real Madrid; talvez um guarda-redes que escusava de defender muitos penalties (com ou sem luvas), bastava que me deixasse segura e que não me tirasse um Europeu na minha própria casa; talvez um treinador que fosse capaz de pensar além de "estou a perder. Vou tirar o Miguel e pôr o Paulo Ferreira. Vou tirar o Pauleta e pôr o Simão. Vou tirar o Costinha e pôr o Postiga", que procurasse opções para além dos convocados que vinham no jornal. Porra, sei lá, bastava um treinador que efectivamente treinasse!!
Enfim, acabou. Agora resta-nos ver os mil anúncios de "Obrigado selecção", "Obrigado Scolari", "Obrigado herói do Montijo" e todas essas parolices ridículas enquanto a Itália e a França ficam com um troféu a sério e nós vamos condecorando uma equipa sem títulos. Mas com "mérito".
Na ressaca de mais uma eliminação perante os francius, diz-se que fomos roubados e que Portugal merecia pelo menos a final.
Ora, quanto ao jogo e à arbitragem a minha opinião é simples: o árbitro não influenciou o resultado. Ricardo Carvalho faz falta sobre Henry e nenhuma das outras mil tentativas de sacar um penalty de compensação (mesmo à Tuga, pois claro) me parece justificar estas queixas todas. De resto, a França controlou e a verdade é que quando Portugal teve mesmo que assumir o jogo e atacar (pela 1ª vez neste Mundial, saliente-se) não foi capaz de o fazer.
Quanto ao choro todo porque supostamente mereciamos a final acho que, em primeiro lugar, as pessoas deviam estar era muito contentes porque chegar até às meias é, afinal de contas, uma coisa que conseguimos 2 vezes na vida.
Em relação ao mérito, é muito discutível porque eu já ouvi os tais "especialistas de futebol em tempo de selecção" (que são na sua maioria mulheres e metem-me um nojo do pior) a dizerem: "não sei como é que a Itália está na final. Não jogam nada comparados connosco". Por favor, alguém lhes explique o que quer dizer catenaccio. Pronto, já nem peço tanto: emprestem-lhes só uns vídeos da Itália e vejam os jogos com essas pessoas. Expliquem-lhes como não sofrer um golo por sorte e marcar na mesma jogada faz dos italianos temidos, respeitados e mortíferos como ninguém. Expliquem-lhes que isso é futebol. Para quem diz que nós temos um grande ataque e eles só sabem defender, mostrem-lhes a diferença entre um Toni e um Pauleta. Isto é mérito.
Mérito é o que os "velhos" franceses (eu comecei o Mundial a dizer que com estes velhos nem era preciso gente nova...) mostraram ao mundo depois de serem chacinados pela imprensa. Mérito é pegar em meia dúzia de putos "desconhecidos" e fazer uma selecção como a Alemanha de Klinsmann. E mérito é também um país como Portugal lutar contra estes países desenvolvidos dos quais estamos a anos-luz de distância. E não estou só a falar a nível social ou económico. Estou mesmo a falar em termos de futebol, porque em termos de selecção nem podemos comparar títulos porque simplesmente nós não os temos. E, apesar deste mérito e apesar desta selecção ter tido o apoio que nunca nenhuma outra teve, a verdade é que continuamos sem o mais importante: taças.
Mais uma vez, o mal foi sonharem muito alto. É verdade que para chegarem a Berlim só faltou um bocadinho assim mas um tiraço do Maniche ou umas defesas do Ricardo nos penalties não colam todos os dias. Esse bocadinho assim devia ter sido um bocadão a mais de futebol bem jogado. Pronto, admito que eu também sou um bocado exigente.
Se fosse a minha equipa o jogo contra o México preocupava-me imenso, o jogo contra o Irão deixava-me furiosa e o jogo contra Angola dava-me motivos para os ameaçar de morte. Se fosse a minha equipa o jogo contra a Holanda enchia-me de vergonha e o jogo contra a Inglaterra fazia-me acreditar numa santa qualquer. Se fosse a minha equipa depois do jogo contra a França eu ia gritar-lhes ao aeroporto "porque é que nem a perder fazem pela vida?". Se fosse a minha equipa e eu tivesse as mesmas expectativas que os maluquinhos da selecção (ando a tentar arranjar-lhes uma designação mais formal, mas esta parece-me a mais próxima da realidade) exigia um bocado mais: talvez um ponta-de-lança que escusava de ser o melhor marcador de sempre do país, bastava que conseguisse mesmo marcar em jogos contra equipas a sério; talvez dois extremos que escusavam de ser dos melhores do mundo, bastava que fizessem mais do que pensar em contratos com o Inter de Milão e o Real Madrid; talvez um guarda-redes que escusava de defender muitos penalties (com ou sem luvas), bastava que me deixasse segura e que não me tirasse um Europeu na minha própria casa; talvez um treinador que fosse capaz de pensar além de "estou a perder. Vou tirar o Miguel e pôr o Paulo Ferreira. Vou tirar o Pauleta e pôr o Simão. Vou tirar o Costinha e pôr o Postiga", que procurasse opções para além dos convocados que vinham no jornal. Porra, sei lá, bastava um treinador que efectivamente treinasse!!
Enfim, acabou. Agora resta-nos ver os mil anúncios de "Obrigado selecção", "Obrigado Scolari", "Obrigado herói do Montijo" e todas essas parolices ridículas enquanto a Itália e a França ficam com um troféu a sério e nós vamos condecorando uma equipa sem títulos. Mas com "mérito".
04 julho, 2006
Portugal - Inglaterra
Sem Deco e Costinha, Scolari põe Petit e Tiago. Se a troca até é aparentemente óbvia, pareceu-me que faltou muito trabalho técnico porque Portugal jogou toda a partida sem um organizador de jogo. Tiago não sabia se tinha que "fazer de Deco" ou "fazer de Maniche" enquanto o Maniche "fazia de Deco". Nem sequer foi inteligente ao ponto de pôr o Figo no meio e pôr o Simão de início ou dar a tarefa de organizar ao próprio Simão e deixar estar o Figo quietinho no seu canto, como ele gosta.
Sendo assim, faltou o elo fundamental para ligar a equipa e, como tal, foi ver Pauleta sem bola o jogo todo (o que não é, bem vistas as coisas, uma grande novidade).
Mesmo assim, Portugal jogou bem e criou oportunidades. Do outro lado, a Inglaterra parecia mais bem organizada mas o facto é que o perigo ia sendo equilibrado.
Os 90 minutos, embora sem golos, tiveram boas jogadas e houve vários jogadores que se destacaram. Do lado português, Ricardo Carvalho é aquele adivinho que toda a gente sabe. Do lado inglês, Hargreaves foi perfeito.
Rooney foi bem expulso e só mostrou que para se ser um dos melhores não basta dar uns toques. Também é nisto que se distinguem os muito bons dos brilhantes.
No prolongamento, a Inglaterra continuou a dominar (se é que se pode chamar àquilo domínio) mas Portugal também teve boas hipóteses.
Nos penalties, Ricardo defendeu muito bem o de Lampard e depois foi vê-los a enterrarem-se, embora o Hugo Viana e o Petit ainda tenham contribuído para meia dúzia de ataques cardíacos.
Portugal está nas meias-finais. Ao contrário de muita gente que me rodeia, eu continuo exactamente com as mesmas opiniões e, como tal, sou coerente ao ponto de continuar neutra. Felizmente ou infelizmente, o problema é que a selecção nunca mexeu nem mexe comigo, por muito longe que eles cheguem ou por muito que os outros países nos piquem. Se este jogo envolvesse o Porto eu tinha morrido, mas com a selecção mal me enervei. Já tenho sido criticada por pessoas que começaram este Mundial anti-Portugal e agora vão para o Castelo do Queijo de cachecol e bandeirinha vibrar. E isso sim, irrita-me. Tal como me irrita explicar tudo isto aos milhões de pessoas que não percebem um crl de futebol, que passam o ano sem falar de bola e que agora são todos uns malucos pela selecção. Pior, já se acham no direito de me dizer "por muito que o critiques, tens que admitir que o Ricardo foi um herói" (como se eu alguma vez criticasse o meu Ricardinho e como se dois jogos contra a Inglaterra na vida dele justificassem toda uma carreira) ou então "tu não gostas dele porque ele se chateou com o Porto, mas tens que admitir que o Scolari é um grande treinador" (como se eu me chateasse com o facto de ele não gostar do Porto e como se os resultados - que até agora, relembro, são zero em termos de títulos - justificassem o não ver jogos, o não procurar jogadores, as substituições brilhantes, etc etc) ou ainda quando me vêm com expressões futebolísticas que aprenderam há meia dúzia de dias.
Detesto o típico adepto da selecção mas detesto ainda mais os adeptos de ocasião. Detesto esta gente que não percebe nada de futebol e que vem dizer-me que "Portugal é a selecção que joga melhor neste Mundial", que não sabe o que é ir à bola mas que está sempre batidinha no Castelo do Queijo.
Detesto esta onda nacional de idolatrar cegamente aqueles gajos que correm por prémios de jogo e que voltam à selecção para conseguirem um contrato. Detesto que neste país não se possa dizer que O FIGO NÃO ESTÁ A JOGAR UM CRL e O CRISTIANO RONALDO ESTÁ A PENSAR É NA MERCHE E NO REAL MADRID. Detesto que não se questionem as opções. Detesto os programas de televisão, todos em directo da Alemanha, com as Merches e os Malatos cheios de cachecóis e a dizerem que "o Ricardo deu uma lição a quem duvidava dele" com tanta convicção como se estivessem a dizer que o céu é azul. Detesto que digam "nunca sofri tanto como neste jogo" quando sabem lá o que é sofrer como eu num estrela da amadora-Porto.
Mas numa coisa isto tem sido bom: a imprensa portuguesa aprendeu finalmente a deixar de ser politicamente correcta. Foi preciso picar esta selecção para finalmente responderem aos arrogantes dos ingleses e dos franceses. Ainda hoje vi a capa do Jogo chamar idiota a um jogador francês e pensei: "hum... se quando o Fergunson chamou teatreiro ao Baía isto fosse assim então o nosso jornalismo estava finalmente no bom caminho".
Segue-se a França. Se a Caravaggio não nos deixar agora, acredito que Portugal tem condições para ganhar.
P.S. Relembro aos mais distraídos que isto é um blog pessoal. Aqui escrevo o que penso e assumo a responsabilidade por isso. Dou a cara sem qualquer problema e sou capaz de admitir que erro. Se alguém, por algum motivo, acha que eu não percebo nada de futebol e não mando uma para a caixa, a blogosfera é muito grande, escusam de andar sempre por aqui.
Sendo assim, faltou o elo fundamental para ligar a equipa e, como tal, foi ver Pauleta sem bola o jogo todo (o que não é, bem vistas as coisas, uma grande novidade).
Mesmo assim, Portugal jogou bem e criou oportunidades. Do outro lado, a Inglaterra parecia mais bem organizada mas o facto é que o perigo ia sendo equilibrado.
Os 90 minutos, embora sem golos, tiveram boas jogadas e houve vários jogadores que se destacaram. Do lado português, Ricardo Carvalho é aquele adivinho que toda a gente sabe. Do lado inglês, Hargreaves foi perfeito.
Rooney foi bem expulso e só mostrou que para se ser um dos melhores não basta dar uns toques. Também é nisto que se distinguem os muito bons dos brilhantes.
No prolongamento, a Inglaterra continuou a dominar (se é que se pode chamar àquilo domínio) mas Portugal também teve boas hipóteses.
Nos penalties, Ricardo defendeu muito bem o de Lampard e depois foi vê-los a enterrarem-se, embora o Hugo Viana e o Petit ainda tenham contribuído para meia dúzia de ataques cardíacos.
Portugal está nas meias-finais. Ao contrário de muita gente que me rodeia, eu continuo exactamente com as mesmas opiniões e, como tal, sou coerente ao ponto de continuar neutra. Felizmente ou infelizmente, o problema é que a selecção nunca mexeu nem mexe comigo, por muito longe que eles cheguem ou por muito que os outros países nos piquem. Se este jogo envolvesse o Porto eu tinha morrido, mas com a selecção mal me enervei. Já tenho sido criticada por pessoas que começaram este Mundial anti-Portugal e agora vão para o Castelo do Queijo de cachecol e bandeirinha vibrar. E isso sim, irrita-me. Tal como me irrita explicar tudo isto aos milhões de pessoas que não percebem um crl de futebol, que passam o ano sem falar de bola e que agora são todos uns malucos pela selecção. Pior, já se acham no direito de me dizer "por muito que o critiques, tens que admitir que o Ricardo foi um herói" (como se eu alguma vez criticasse o meu Ricardinho e como se dois jogos contra a Inglaterra na vida dele justificassem toda uma carreira) ou então "tu não gostas dele porque ele se chateou com o Porto, mas tens que admitir que o Scolari é um grande treinador" (como se eu me chateasse com o facto de ele não gostar do Porto e como se os resultados - que até agora, relembro, são zero em termos de títulos - justificassem o não ver jogos, o não procurar jogadores, as substituições brilhantes, etc etc) ou ainda quando me vêm com expressões futebolísticas que aprenderam há meia dúzia de dias.
Detesto o típico adepto da selecção mas detesto ainda mais os adeptos de ocasião. Detesto esta gente que não percebe nada de futebol e que vem dizer-me que "Portugal é a selecção que joga melhor neste Mundial", que não sabe o que é ir à bola mas que está sempre batidinha no Castelo do Queijo.
Detesto esta onda nacional de idolatrar cegamente aqueles gajos que correm por prémios de jogo e que voltam à selecção para conseguirem um contrato. Detesto que neste país não se possa dizer que O FIGO NÃO ESTÁ A JOGAR UM CRL e O CRISTIANO RONALDO ESTÁ A PENSAR É NA MERCHE E NO REAL MADRID. Detesto que não se questionem as opções. Detesto os programas de televisão, todos em directo da Alemanha, com as Merches e os Malatos cheios de cachecóis e a dizerem que "o Ricardo deu uma lição a quem duvidava dele" com tanta convicção como se estivessem a dizer que o céu é azul. Detesto que digam "nunca sofri tanto como neste jogo" quando sabem lá o que é sofrer como eu num estrela da amadora-Porto.
Mas numa coisa isto tem sido bom: a imprensa portuguesa aprendeu finalmente a deixar de ser politicamente correcta. Foi preciso picar esta selecção para finalmente responderem aos arrogantes dos ingleses e dos franceses. Ainda hoje vi a capa do Jogo chamar idiota a um jogador francês e pensei: "hum... se quando o Fergunson chamou teatreiro ao Baía isto fosse assim então o nosso jornalismo estava finalmente no bom caminho".
Segue-se a França. Se a Caravaggio não nos deixar agora, acredito que Portugal tem condições para ganhar.
P.S. Relembro aos mais distraídos que isto é um blog pessoal. Aqui escrevo o que penso e assumo a responsabilidade por isso. Dou a cara sem qualquer problema e sou capaz de admitir que erro. Se alguém, por algum motivo, acha que eu não percebo nada de futebol e não mando uma para a caixa, a blogosfera é muito grande, escusam de andar sempre por aqui.
30 junho, 2006
Portugal - Holanda
Ora aqui estou eu para comentar a passagem de Portugal aos quartos-de-final. Desculpem o atraso (eu sei que deve custar andar sempre aqui a ver quando posto, mas ao contrário de muito boa gente eu tenho vida), mas ainda vou a tempo de dizer o que penso.
Ora bem, quanto ao jogo em si quase tudo já foi dito nos últimos dias: porrada, porrada, porrada e muito pouco fair-play. Foi "quentinho" e eu gostei por isso.
Maniche marcou depois de uma grande jogada (aleluia!) e finalmente relembrou-nos o que já foi capaz de fazer (é lixado ter que fazer pela vida não é? Vá, arranja lá um contrato fixe para fugires da Sibéria). Depois a Holanda mandou uma bola à barra (lá estava a Caravaggio para proteger o pessoal) e pouco mais de futebol se viu (eu ainda vi um pontapé do Nuno Valente ao Robben tipo Kill Bill em plena área mas fui só eu porque nem se sabe muito bem o que o árbitro marcou para anular a jogada e ninguém fala disso).
Portugal controlou o jogo, soube lutar até ao fim (uns tiveram que ficar pelo caminho porque aquilo já estava a ficar cansativo e nos balneários há um jacuzzi porreiro - não é Costinha?) e mereceu a vitória.
Se acham que ando a engolir muitos sapos, enganam-se. Não tive uma só surpresa nos oitavos-de-final, então quando vi a Holanda a entrar no jogo de nervos no qual somos peritos (volta João Pinto, estás perdoado) tive a certeza que estava no papo. De resto, não mudei de opinião em relação a nada. Não sou de torcer contra Portugal no Euro2004 e agora vibrar com praticamente os mesmos jogadores. Sou coerente e, como tal, continuo neutra nisto de Mundial.
Entretanto, nos últimos dias, Portugal entrou numa de conversa de putos: "foi a Holanda que começou!" enquanto os holandeses se auto-criticaram. É engraçado que isto aconteça sendo que nós temos um historial de fair-play que fala por nós e a escola holandesa é um exemplo mundial de bom comportamento. Mas isto não interessa para ninguém porque o 1º a dar foi o não sei quantos ao Cristiano Ronaldo e o menino teve que sair (e ele até estava a ser tão determinante!). A única coisa positiva disto é que assim tivemos com que abrir os telejornais a semana toda: Cristiano Ronaldo está quase a 100% - uma informação fundamental para o país.
Era vermelho directo, é verdade. O Costinha foi burro que deus me livre, é verdade (mas ninguém fala disso fora os anti-portistas como se isso nos afectasse imenso). Não tiveram fair-play na jogada que antecede a troçada do Deco para vermelho directo, é verdade. Mas eu pergunto-vos: quantas vezes não gritaram aos vossos jogadores "SEGUE ESSA MERDA" quando a outra equipa está a empatar tempo? Ah,pois... Não é bonito pois não? Mas todos fazemos isto. Eu não sou adepta da selecção portuguesa e muito menos da holandesa, e por isso mais facilmente tenho capacidade para pensar nestes pormenores, enquanto o país se revolta com a imagem do Deco a levar o 2º amarelo quando já devia estar cá fora.
Resumindo: foi feio, demasiado duro e deu-nos mais uma vez má imagem. Mas eu até gostei. Pelo menos deu pica! Já que os três primeiros jogos só davam para adormecer ao menos neste fiquei colada até ao fim.
E agora segue-se a Inglaterra, um velho conhecido que no campeonato da arrogância já ganhou aos pontos. Não há Costinha, não há Deco (adorei um inglês que disse "No Deco, no Portugal" - dava um grande slogan para o que é esta selecção) e o Scolari vai ter de inventar (medo...).
Vamos lá ver se continuamos numa de arrumar com os ingleses em tudo o que é prova. Mas lembrem-se que os espanhóis começaram o último jogo com OLÉS aos franceses e depois foi o que foi.
Estou a ressacar de bola "a sério". Venha mas é o campeonato!
Ora bem, quanto ao jogo em si quase tudo já foi dito nos últimos dias: porrada, porrada, porrada e muito pouco fair-play. Foi "quentinho" e eu gostei por isso.
Maniche marcou depois de uma grande jogada (aleluia!) e finalmente relembrou-nos o que já foi capaz de fazer (é lixado ter que fazer pela vida não é? Vá, arranja lá um contrato fixe para fugires da Sibéria). Depois a Holanda mandou uma bola à barra (lá estava a Caravaggio para proteger o pessoal) e pouco mais de futebol se viu (eu ainda vi um pontapé do Nuno Valente ao Robben tipo Kill Bill em plena área mas fui só eu porque nem se sabe muito bem o que o árbitro marcou para anular a jogada e ninguém fala disso).
Portugal controlou o jogo, soube lutar até ao fim (uns tiveram que ficar pelo caminho porque aquilo já estava a ficar cansativo e nos balneários há um jacuzzi porreiro - não é Costinha?) e mereceu a vitória.
Se acham que ando a engolir muitos sapos, enganam-se. Não tive uma só surpresa nos oitavos-de-final, então quando vi a Holanda a entrar no jogo de nervos no qual somos peritos (volta João Pinto, estás perdoado) tive a certeza que estava no papo. De resto, não mudei de opinião em relação a nada. Não sou de torcer contra Portugal no Euro2004 e agora vibrar com praticamente os mesmos jogadores. Sou coerente e, como tal, continuo neutra nisto de Mundial.
Entretanto, nos últimos dias, Portugal entrou numa de conversa de putos: "foi a Holanda que começou!" enquanto os holandeses se auto-criticaram. É engraçado que isto aconteça sendo que nós temos um historial de fair-play que fala por nós e a escola holandesa é um exemplo mundial de bom comportamento. Mas isto não interessa para ninguém porque o 1º a dar foi o não sei quantos ao Cristiano Ronaldo e o menino teve que sair (e ele até estava a ser tão determinante!). A única coisa positiva disto é que assim tivemos com que abrir os telejornais a semana toda: Cristiano Ronaldo está quase a 100% - uma informação fundamental para o país.
Era vermelho directo, é verdade. O Costinha foi burro que deus me livre, é verdade (mas ninguém fala disso fora os anti-portistas como se isso nos afectasse imenso). Não tiveram fair-play na jogada que antecede a troçada do Deco para vermelho directo, é verdade. Mas eu pergunto-vos: quantas vezes não gritaram aos vossos jogadores "SEGUE ESSA MERDA" quando a outra equipa está a empatar tempo? Ah,pois... Não é bonito pois não? Mas todos fazemos isto. Eu não sou adepta da selecção portuguesa e muito menos da holandesa, e por isso mais facilmente tenho capacidade para pensar nestes pormenores, enquanto o país se revolta com a imagem do Deco a levar o 2º amarelo quando já devia estar cá fora.
Resumindo: foi feio, demasiado duro e deu-nos mais uma vez má imagem. Mas eu até gostei. Pelo menos deu pica! Já que os três primeiros jogos só davam para adormecer ao menos neste fiquei colada até ao fim.
E agora segue-se a Inglaterra, um velho conhecido que no campeonato da arrogância já ganhou aos pontos. Não há Costinha, não há Deco (adorei um inglês que disse "No Deco, no Portugal" - dava um grande slogan para o que é esta selecção) e o Scolari vai ter de inventar (medo...).
Vamos lá ver se continuamos numa de arrumar com os ingleses em tudo o que é prova. Mas lembrem-se que os espanhóis começaram o último jogo com OLÉS aos franceses e depois foi o que foi.
Estou a ressacar de bola "a sério". Venha mas é o campeonato!
24 junho, 2006
Portugal - México
Não tenho grande coisa a acrescentar ao que já disse sobre Portugal e sobre este grupo.
Gostei da jogada do 1º golo (o Simãozinho e o Maniche nem estão desesperados à procura de clube nem nada...), gostei do jeito do Ricardinho (porque este nunca me desilude) e gostei da frescura do Figo.
Vá lá que vem aí a Holanda e já sabemos que com estes temos sempre hipóteses.
Gostei da jogada do 1º golo (o Simãozinho e o Maniche nem estão desesperados à procura de clube nem nada...), gostei do jeito do Ricardinho (porque este nunca me desilude) e gostei da frescura do Figo.
Vá lá que vem aí a Holanda e já sabemos que com estes temos sempre hipóteses.
19 junho, 2006
Portugal - Irão
Estou a gostar deste Mundial. De 90 não me lembro de nada, de 94 lembro-me de torcer pela Itália nem sabia porquê, de 98 lembro-me da pouca qualidade, de 2002 lembro-me dos roubos de arbitragem. Este, não sei porquê, mas tem sido diferente.
As grandes equipas estão todas lá e, à excepção de um ou outro deslize que ainda vão a tempo de ser corrigidos, ganham e convencem. Viram a Argentina? Parece fácil jogar assim...
Os grandes jogadores também dão nas vistas. Olhem o Brasil. Não joga nada, é assobiado e tal. O Ronaldinho passa para o Ronaldo como quem não quer a coisa, o gordo troca-se todo com a bola e passa para o Adriano, e este quase nem precisa de se mexer para pô-la no sítio certo.
Os "pequenos" tentam milagres e, apesar de ainda não terem havido grandes surpresas, dão sempre luta. Ainda hoje o Togo perdeu 2-0 com a Suiça mas quem viu sabe que o resultado engana, até porque não foi assinalado um penalty a favor do Togo. Ou então falemos do Gana, que deu uma lição de futebol aos "grandes", quando a ganhar um jogo determinante continuou a dar espectáculo (à sua medida, claro) e a jogar para marcar.
Acima de tudo, tenho gostado de ver futebol. Gosto do atrevimento do Equador, da simplicidade da Alemanha, do pragmatismo da Inglaterra, do espectáculo da Argentina, da objectividade da Holanda, da união da Itália, da maluqueira do Gana, da táctica da Austrália, do Brasil que é sempre o Brasil, da "velha" França (com velhos como Zidane, Henry e Vieira quem é que precisa de gente nova??), da jovem Espanha, da persistente Coreia do Sul, da organizada Tunísia e de todas as selecções cujos resultados não têm sido grande coisa mas que mostram que têm a lição bem estudada.
Neste Mundial, a única coisa que se dispensava, para mim, era o grupo D. O México, "o favorito", não tem metade do valor de outros Méxicos. Angola é aquilo que toda a gente sabe: 11 gajos cheios de vontade e, pronto, é só isso. O Irão já é mais organizado e tal, mas também não passa disso. E há Portugal, "o quase campeão mundial" para os portugueses, que ainda deve estar para perceber como é que estes adversários conseguiram o passaporte para o Mundial.
Sinceramente, mete dó ver os jogos deste grupo. Ainda não se viu aqui uma grande equipa, um jogador que se destaque, tácticas ou técnicas supreendentes. Porra, para o melhor golo marcado neste grupo foi preciso o Deco escorregar!
Eu, que tento ver todos os jogos, não imagino o que pensam os estrangeiros que fazem o mesmo quando estão a ver estes jogos. Deve ser complicado para um Sérvio saber que tem uma grande equipa, ir parar ao grupo C quando o D é já ali à beira.
A sério, alguém me explica como é que uma Costa do Marfim é eliminada quando jogou nas duas partidas bem melhor que o México? Como é que sai a fava a uma Ucrânia que leva 4 da Espanha, mas Angola tem direito a dar luta? Como é que o Uzebequistão não está no Mundial, mas o Irão está? Como é que o Brasil é criticado e Portugal é elogiado?
Dizem que Portugal jogou melhor; eu acho que a única diferença de um jogo para o outro se chama Deco. Dizem que nunca tínhamos sido apurados tão facilmente e há valor nisso; eu acho que nunca ninguém esteve com Angola, Irão e México no mesmo grupo. Dizem que o mérito é do seleccionador; eu acho que trocar o Maniche pelo Petit, o Deco pelo Tiago e o Figo pelo Simão num jogo como este foi de génio para quem ganha meia dúzia de tostões. Dizem que podemos chegar longe porque temos dos melhores jogadores do mundo; eu acho que o Figo está lá pela selecção e o Cristiano Ronaldo gosta mais das quinas do que da Merche.
Bem, espero que ao menos sirvam para deixar o México passar, porque se Angola vai aos oitavos o Mundial perde toda a credibilidade competitiva.
P.S. a conclusão é que, se o Scolari estava a rezar à Nossa Sra. do Caravaggio durante o sorteio, então ela é mesmo uma gaja cheia de sorte e qualquer dia começo a acreditar na fé.
As grandes equipas estão todas lá e, à excepção de um ou outro deslize que ainda vão a tempo de ser corrigidos, ganham e convencem. Viram a Argentina? Parece fácil jogar assim...
Os grandes jogadores também dão nas vistas. Olhem o Brasil. Não joga nada, é assobiado e tal. O Ronaldinho passa para o Ronaldo como quem não quer a coisa, o gordo troca-se todo com a bola e passa para o Adriano, e este quase nem precisa de se mexer para pô-la no sítio certo.
Os "pequenos" tentam milagres e, apesar de ainda não terem havido grandes surpresas, dão sempre luta. Ainda hoje o Togo perdeu 2-0 com a Suiça mas quem viu sabe que o resultado engana, até porque não foi assinalado um penalty a favor do Togo. Ou então falemos do Gana, que deu uma lição de futebol aos "grandes", quando a ganhar um jogo determinante continuou a dar espectáculo (à sua medida, claro) e a jogar para marcar.
Acima de tudo, tenho gostado de ver futebol. Gosto do atrevimento do Equador, da simplicidade da Alemanha, do pragmatismo da Inglaterra, do espectáculo da Argentina, da objectividade da Holanda, da união da Itália, da maluqueira do Gana, da táctica da Austrália, do Brasil que é sempre o Brasil, da "velha" França (com velhos como Zidane, Henry e Vieira quem é que precisa de gente nova??), da jovem Espanha, da persistente Coreia do Sul, da organizada Tunísia e de todas as selecções cujos resultados não têm sido grande coisa mas que mostram que têm a lição bem estudada.
Neste Mundial, a única coisa que se dispensava, para mim, era o grupo D. O México, "o favorito", não tem metade do valor de outros Méxicos. Angola é aquilo que toda a gente sabe: 11 gajos cheios de vontade e, pronto, é só isso. O Irão já é mais organizado e tal, mas também não passa disso. E há Portugal, "o quase campeão mundial" para os portugueses, que ainda deve estar para perceber como é que estes adversários conseguiram o passaporte para o Mundial.
Sinceramente, mete dó ver os jogos deste grupo. Ainda não se viu aqui uma grande equipa, um jogador que se destaque, tácticas ou técnicas supreendentes. Porra, para o melhor golo marcado neste grupo foi preciso o Deco escorregar!
Eu, que tento ver todos os jogos, não imagino o que pensam os estrangeiros que fazem o mesmo quando estão a ver estes jogos. Deve ser complicado para um Sérvio saber que tem uma grande equipa, ir parar ao grupo C quando o D é já ali à beira.
A sério, alguém me explica como é que uma Costa do Marfim é eliminada quando jogou nas duas partidas bem melhor que o México? Como é que sai a fava a uma Ucrânia que leva 4 da Espanha, mas Angola tem direito a dar luta? Como é que o Uzebequistão não está no Mundial, mas o Irão está? Como é que o Brasil é criticado e Portugal é elogiado?
Dizem que Portugal jogou melhor; eu acho que a única diferença de um jogo para o outro se chama Deco. Dizem que nunca tínhamos sido apurados tão facilmente e há valor nisso; eu acho que nunca ninguém esteve com Angola, Irão e México no mesmo grupo. Dizem que o mérito é do seleccionador; eu acho que trocar o Maniche pelo Petit, o Deco pelo Tiago e o Figo pelo Simão num jogo como este foi de génio para quem ganha meia dúzia de tostões. Dizem que podemos chegar longe porque temos dos melhores jogadores do mundo; eu acho que o Figo está lá pela selecção e o Cristiano Ronaldo gosta mais das quinas do que da Merche.
Bem, espero que ao menos sirvam para deixar o México passar, porque se Angola vai aos oitavos o Mundial perde toda a credibilidade competitiva.
P.S. a conclusão é que, se o Scolari estava a rezar à Nossa Sra. do Caravaggio durante o sorteio, então ela é mesmo uma gaja cheia de sorte e qualquer dia começo a acreditar na fé.
13 junho, 2006
Angola - Portugal
Em primeiro lugar, peço desculpa pela ausência de posts nos últimos tempos mas não há tempo para tudo.
Mas mesmo hoje (vou ter exame daqui a umas horitas) não podia deixar de vir aqui falar deste grande confronto do futebol mundial.
Nas últimas semanas não se falava de outra coisa. Não há problemas no país, ninguém quer saber de medidas governamentais, taxas de desemprego ou pobreza. Só dá selecção. Isto apontado por alguém fanático por futebol pode soar a falso, mas é que só no Domingo é que eu percebi como andava enganada.
Ora vejamos, na selecção de Angola encontramos jogadores das divisões secundárias portuguesas, jogadores de grandes clubes angolanos como o... esse(!) e até desempregados. Se calhar bastava dizer que a grande referência desta equipa (pelo menos para nós) é o Mantorras mas eu gosto de complicar.
Mas nos últimos tempos Angola teve tempo de antena que nem durante a guerra colonial teve direito. Os angolanos foram analisados um a um pelos meios de comunicação, as reportagens sobre os palancas multiplicavam-se e os portugueses convenceram-se que Domingo iam assistir a um grande jogo. Foi quase isso.
Meia dúzia de segundos de jogo e Pauleta atira ao lado. Até aqui, tudo normal num grande jogo.
4 minutos e Figo ultrapassa um adversário em corrida(!!), passa para Pauleta e este marca (!!!!). Pronto, foi-se o sonho português. Aquilo não podia ser um jogo a sério!
Há quem diga que até aos 10 minutos Portugal dominou por completo, como se não estivéssemos a falar de uma partida que durou 90, mas pronto. Eu não vi domínio nenhum, basta ver que Angola durante esses 10 minutos conseguiu passar o meio-campo com um pontapé para a frente (trocar a bola não é fácil).
O resto do jogo, sim, provou-me que era mesmo a sério. Portugal não jogou nada, o Pauleta desapareceu, o Cristiano Ronaldo quase que batia em alguém quando foi substituído, Scolari fez umas substituições brilhantes, etc etc. Tudo perfeito.
Mantorras entra e milhões de portugueses ficam na dúvida se hão-de festejar aquilo como se de um golo se tratasse. Eu acreditei nele, mas infelizmente estávamos num jogo a sério e nem uma finta ele fez.
E assim se resume este clássico mundial, só para verem como fomos todos enganados.
Terminado o jogo (e o sofrimento de me manter acordada a ver aquilo), pensei: "coitado do Scolari, já vai ouvir umas bocas. O gajo ganha a Angola por 1-0 (!) e ainda vai ter de aturar. O futebol é muito injusto". Mas não, mais uma vez fui enganada.
Pelo que li e vi, Portugal ganhou bem e controlou o jogo. Não interessa o que vale Angola, não interessa o que se jogou (ou, melhor, o que não se jogou), não interessa que se acabe com 3 médios a defender para segurar o resultado. É verdade, são os 3 pontos que contam no final dos 90 minutos. Mas quando o meu clube está numa competição onde não se pode falhar e joga assim, mesmo que ganhe eu fico no mínimo preocupada para os próximos jogos.
Mas isso não interessa nada. O pessoal quer é festa. O que interessa agora é ir para a Praça da Alegria com um cachecol, uma bandeira e uma camisola, fazer um telejornal em directo de uma terra qualquer alemã onde há muitos portugueses, passar pelo Portugal no Coração e pedir à Merche para acalmar o Ronaldo, ver as notícias de mais uma saída nocturna dos jogadores e esperar pelo próximo portento, o Irão.
Porque não há problemas no país, mas há uma selecção que nos entusiasma imenso!
Mas mesmo hoje (vou ter exame daqui a umas horitas) não podia deixar de vir aqui falar deste grande confronto do futebol mundial.
Nas últimas semanas não se falava de outra coisa. Não há problemas no país, ninguém quer saber de medidas governamentais, taxas de desemprego ou pobreza. Só dá selecção. Isto apontado por alguém fanático por futebol pode soar a falso, mas é que só no Domingo é que eu percebi como andava enganada.
Ora vejamos, na selecção de Angola encontramos jogadores das divisões secundárias portuguesas, jogadores de grandes clubes angolanos como o... esse(!) e até desempregados. Se calhar bastava dizer que a grande referência desta equipa (pelo menos para nós) é o Mantorras mas eu gosto de complicar.
Mas nos últimos tempos Angola teve tempo de antena que nem durante a guerra colonial teve direito. Os angolanos foram analisados um a um pelos meios de comunicação, as reportagens sobre os palancas multiplicavam-se e os portugueses convenceram-se que Domingo iam assistir a um grande jogo. Foi quase isso.
Meia dúzia de segundos de jogo e Pauleta atira ao lado. Até aqui, tudo normal num grande jogo.
4 minutos e Figo ultrapassa um adversário em corrida(!!), passa para Pauleta e este marca (!!!!). Pronto, foi-se o sonho português. Aquilo não podia ser um jogo a sério!
Há quem diga que até aos 10 minutos Portugal dominou por completo, como se não estivéssemos a falar de uma partida que durou 90, mas pronto. Eu não vi domínio nenhum, basta ver que Angola durante esses 10 minutos conseguiu passar o meio-campo com um pontapé para a frente (trocar a bola não é fácil).
O resto do jogo, sim, provou-me que era mesmo a sério. Portugal não jogou nada, o Pauleta desapareceu, o Cristiano Ronaldo quase que batia em alguém quando foi substituído, Scolari fez umas substituições brilhantes, etc etc. Tudo perfeito.
Mantorras entra e milhões de portugueses ficam na dúvida se hão-de festejar aquilo como se de um golo se tratasse. Eu acreditei nele, mas infelizmente estávamos num jogo a sério e nem uma finta ele fez.
E assim se resume este clássico mundial, só para verem como fomos todos enganados.
Terminado o jogo (e o sofrimento de me manter acordada a ver aquilo), pensei: "coitado do Scolari, já vai ouvir umas bocas. O gajo ganha a Angola por 1-0 (!) e ainda vai ter de aturar. O futebol é muito injusto". Mas não, mais uma vez fui enganada.
Pelo que li e vi, Portugal ganhou bem e controlou o jogo. Não interessa o que vale Angola, não interessa o que se jogou (ou, melhor, o que não se jogou), não interessa que se acabe com 3 médios a defender para segurar o resultado. É verdade, são os 3 pontos que contam no final dos 90 minutos. Mas quando o meu clube está numa competição onde não se pode falhar e joga assim, mesmo que ganhe eu fico no mínimo preocupada para os próximos jogos.
Mas isso não interessa nada. O pessoal quer é festa. O que interessa agora é ir para a Praça da Alegria com um cachecol, uma bandeira e uma camisola, fazer um telejornal em directo de uma terra qualquer alemã onde há muitos portugueses, passar pelo Portugal no Coração e pedir à Merche para acalmar o Ronaldo, ver as notícias de mais uma saída nocturna dos jogadores e esperar pelo próximo portento, o Irão.
Porque não há problemas no país, mas há uma selecção que nos entusiasma imenso!
29 maio, 2006
Um senhor no meio de miúdos
Acabou o Europeu de futebol para Portugal. Apesar de vencer a Alemanha e de igualar esta e a Sérvia em termos de pontos, os golos ditaram o afastamento do país organizador.
Não sou pessoa de chorar sobre leite derramado (muito menos quando se trata da selecção), mas admito que contava com mais desta equipa. Afinal de contas, jogaram em casa, com estádios cheios, são bons jogadores e fizeram uma qualificação brilhante. Mas tudo falhou neste europeu.
Falhou a preparação, já que só muito tarde conseguiram reunir todos os jogadores. Falhou a ligação com a selecção principal que a todos beneficiaria, já que Scolari e Agostinho Oliveira andam às turras.
Falhou o jogo mental, já que foi transmitido a um grupo de miúdos uma ideia errada que tinham a obrigação de ganhar e que era fácil.
Falhou o jogo inaugural, já que não houve equipa.
Falhou o jogo contra a Sérvia, já que não houve cabeça.
Falhou o último jogo, já que não houve jeito.
Mas no meio disto tudo é impossível não destacar Raúl Meireles.
Eu sei que o Bruno Vale, o Nani e o Varela também tiveram os seus momentos. Mas nestes 3 jogos só houve um elemento a jogar como gente grande.
Ele foi médio defensivo, ele foi médio atacante, ele foi central, ele apareceu na área como um ponta de lança, ele recuperou, ele passou curto e longo, ele fintou, ele rematou... Tinham-lhe dado umas luvas e ele tinha defendido.
Que ele é muito bom já todos sabíamos, que ele ia ser de longe o melhor deste Europeu não contávamos.
Parabéns Raúl.
Voltando à análise deste Euro, acho que ficou muito por dizer.
Por exemplo, não vi ninguém preocupado com o facto de chegarmos a um campeonato da Europa com um único ponta de lança (desculpem, mas para mim o Lourenço não conta como ponta de lança). E, pior, estamos a falar do Hugo Almeida.
Também não vi ninguém preocupado com o facto da nossa defesa ser composta por um central de uma equipa que desceu e que só há pouco se naturalizou, por um central de uma das defesas mais batidas da Liga, de um lateral direito que para além de ter jogado muito pouco também não está habituado a jogar com os colegas e um defesa esquerdo cuja única característica positiva que lhe reconhecem é ser do chelsea.
Também ninguém ficou preocupado com a vinda forçada do Quaresma para esta equipa e com o facto de assumirem que ele era a estrela maior da formação, quando todos sabemos como reage o Quaresma quando se acha o melhor.
Também ninguém achou estranho Portugal entrar com 3 médios defensivos num jogo que tinha que ganhar 3-0.
Também ninguém achou estranho o Agostinho não pôr um gajo que joga no Bolton e que por acaso faz qualquer posição na linha avançada.
Também ninguém criticou as substituições que a mim me pareceram sempre ridículas.
Também ninguém criticou um pseudo número 10 que marcou o único golo, mas que é incapaz de pegar na bola e conduzi-la, enfrentar os adversários e evitá-los como cabe a um verdadeiro número 10. Ainda por cima deu uma péssima imagem a Portugal ao passar a vida a atirar-se para o chão e ainda ir ao flash interview queixar-se.
Também ninguém criticou a falta de apoio dos senhores lá de cima, já que não se viu ninguém verdadeiramente ao lado desta equipa.
Também ninguém achou curioso a agressividade dos jornalistas e comentadores com estes miúdos, quando costumam ser tão calmos e pacientes com os meninos do Scolari.
Espero que sirva de lição. A todos.
Não sou pessoa de chorar sobre leite derramado (muito menos quando se trata da selecção), mas admito que contava com mais desta equipa. Afinal de contas, jogaram em casa, com estádios cheios, são bons jogadores e fizeram uma qualificação brilhante. Mas tudo falhou neste europeu.
Falhou a preparação, já que só muito tarde conseguiram reunir todos os jogadores. Falhou a ligação com a selecção principal que a todos beneficiaria, já que Scolari e Agostinho Oliveira andam às turras.
Falhou o jogo mental, já que foi transmitido a um grupo de miúdos uma ideia errada que tinham a obrigação de ganhar e que era fácil.
Falhou o jogo inaugural, já que não houve equipa.
Falhou o jogo contra a Sérvia, já que não houve cabeça.
Falhou o último jogo, já que não houve jeito.
Mas no meio disto tudo é impossível não destacar Raúl Meireles.
Eu sei que o Bruno Vale, o Nani e o Varela também tiveram os seus momentos. Mas nestes 3 jogos só houve um elemento a jogar como gente grande.
Ele foi médio defensivo, ele foi médio atacante, ele foi central, ele apareceu na área como um ponta de lança, ele recuperou, ele passou curto e longo, ele fintou, ele rematou... Tinham-lhe dado umas luvas e ele tinha defendido.
Que ele é muito bom já todos sabíamos, que ele ia ser de longe o melhor deste Europeu não contávamos.
Parabéns Raúl.
Voltando à análise deste Euro, acho que ficou muito por dizer.
Por exemplo, não vi ninguém preocupado com o facto de chegarmos a um campeonato da Europa com um único ponta de lança (desculpem, mas para mim o Lourenço não conta como ponta de lança). E, pior, estamos a falar do Hugo Almeida.
Também não vi ninguém preocupado com o facto da nossa defesa ser composta por um central de uma equipa que desceu e que só há pouco se naturalizou, por um central de uma das defesas mais batidas da Liga, de um lateral direito que para além de ter jogado muito pouco também não está habituado a jogar com os colegas e um defesa esquerdo cuja única característica positiva que lhe reconhecem é ser do chelsea.
Também ninguém ficou preocupado com a vinda forçada do Quaresma para esta equipa e com o facto de assumirem que ele era a estrela maior da formação, quando todos sabemos como reage o Quaresma quando se acha o melhor.
Também ninguém achou estranho Portugal entrar com 3 médios defensivos num jogo que tinha que ganhar 3-0.
Também ninguém achou estranho o Agostinho não pôr um gajo que joga no Bolton e que por acaso faz qualquer posição na linha avançada.
Também ninguém criticou as substituições que a mim me pareceram sempre ridículas.
Também ninguém criticou um pseudo número 10 que marcou o único golo, mas que é incapaz de pegar na bola e conduzi-la, enfrentar os adversários e evitá-los como cabe a um verdadeiro número 10. Ainda por cima deu uma péssima imagem a Portugal ao passar a vida a atirar-se para o chão e ainda ir ao flash interview queixar-se.
Também ninguém criticou a falta de apoio dos senhores lá de cima, já que não se viu ninguém verdadeiramente ao lado desta equipa.
Também ninguém achou curioso a agressividade dos jornalistas e comentadores com estes miúdos, quando costumam ser tão calmos e pacientes com os meninos do Scolari.
Espero que sirva de lição. A todos.
26 maio, 2006
26 de Maio de 2004
Gelsenkirchen. Demorámos dias só para conseguir soletrar direito a palavra.
Estávamos em Fevereiro de 2004. O campeonato nacional estava mais uma vez controlado e ainda acordávamos todos os dias a relembrar Sevilha.
A equipa era praticamente a mesma. Os rapazes faziam-nos sonhar, como qualquer adepto que imagina um dia ganhar o principal torneio de clubes. A diferença é que nós estávamos bem acordados.
Oitavos-de-final: Manchester United. Um dos maiores clubes da Europa, com estrelas a desfilar no plantel.
Vieram cá a falar de supermercados e até marcaram primeiro. O McCarthy fez questão de os mandar embora com 2 grandes sacos de compras.
Como todos os ingleses, não gostaram da ideia de perder com Tugas. Um tal de Fergunson, que de Sir tem muito pouco, acusou-nos de teatreiros e tentou reduzir a nossa dimensão.
Marcaram primeiro. Não fizemos muito durante o jogo, mas no fundo todos sabíamos que os quartos vinham aí. 90 minutos, livre: McCarthy, Howard, Costinha. Como é que se diz “toma lá!” em inglês?
Foi um dos maiores festejos de sempre dos milhares que estiveram no Teatro dos Sonhos. Ainda hoje choro por não me terem deixado embarcar. Alguém devia dizer àquela **** que impediu uma pessoa de ser mais feliz.
Quartos-de-final: Lyon. O campeão francês, que domina em termos nacionais e que começava aqui a sua aventura na Europa.
Jogámos de novo cá primeiro. 2-0, sem espinhas. Marcaram os melhores jogadores da equipa, Deco e Ricardo Carvalho, e que fizeram por ser os melhores da Europa nessa época.
A aventura para Lyon foi a vingança por ter falhado Manchester. O Maniche de outros tempos marcou os 2 golos que nos valeram o empate e o passaporte para as meias.
Seria normal e até ficava bonito eu agora escrever: “parecia irreal”. Mas não pode ser, porque mais real do que aquela equipa a arrumar as outras não havia.
Meias-finais: Deportivo. Uma equipa que ganhou destaque na última década e que só tinha acabado de fazer uma reviravolta impressionante na eliminatória contra o pequeno Milan.
Primeiro jogo cá, pois tá claro. Como já ninguém escondia o desejo, pedimos aos rapazes a final. O 0-0 acabou por nos deixar com os pés bem assentes na terra (se é que há terra quando se fala duma meia-final).
Chovia imenso lá, mas para nós o dia estava perfeito. A alegria por estar ali misturava-se com o medo de morrer na praia.
A Corunha estava azul e branca. Incrível a adesão dos adeptos. Até arrepiava ver os prédios, os carros, as pessoas, tudo de azul e branco.
Depois de meses no estaleiro, tinha que ser ele: o nosso Ninja (que alguns acéfalos fizeram questão de esquecer em troca de vá-se lá saber o quê) a resolver.
No final, fomos aplaudidos pelos adversários, que nos desejaram sorte para a final. Ainda hoje torço pelo Deportivo na Europa.
FINAL: Mónaco. Um clube mais pequeno do que nós, que só tinha eliminado o Real Madrid e o Chelsea e que só contava com a ajuda de Morientes, Giuly e Companhia LDA.
Pensava que não era possível sentir tanta ansiedade. Custava-me comer, custava-me falar, custava-me até dormir(!). Não era tanto por uma questão de falta de confiança, porque todos sentíamos que aquilo ia mesmo ser nosso; era mais porque acho que só nesta altura é que nos apercebemos onde estávamos.
A final da Liga dos Campeões.
Não é por acaso que só aqui escrevo isto. A f-i-n-a-l d-a L-i-g-a d-o-s C-a-m-p-e-õ-e-s. Aquilo que vemos todos os anos, sentados no sofá, de boca aberta com a qualidade das poucas equipas que conseguem lá chegar. Aquilo que sabemos que todo o mundo está a ver e a pensar: “quem me dera ser daquela equipa”.
Nós fomos o Top daquele ano. Naquela época não houve Ronaldinhos e Henrys. Houve Baía, Paulo Ferreira, Jorge Costa, Ricardo Carvalho, Nuno Valente, Costinha, Maniche, Deco, Derlei e Carlos Alberto. Impossível esquecer este 11. Foram eles que entraram ali, naquele estádio super imponente; foram eles que o mundo, sentado no sofá, viu; foi com eles que todos ficaram de boca aberta. E nós éramos mesmo daquela equipa.
Carlos Alberto, Deco, Alenitchev. Sem hipóteses.
Gelsenkirchen. Há 2 anos passou a constar no nosso dicionário. Para quem não sabe, é sinónimo de inesquecível.
Estávamos em Fevereiro de 2004. O campeonato nacional estava mais uma vez controlado e ainda acordávamos todos os dias a relembrar Sevilha.
A equipa era praticamente a mesma. Os rapazes faziam-nos sonhar, como qualquer adepto que imagina um dia ganhar o principal torneio de clubes. A diferença é que nós estávamos bem acordados.
Oitavos-de-final: Manchester United. Um dos maiores clubes da Europa, com estrelas a desfilar no plantel.
Vieram cá a falar de supermercados e até marcaram primeiro. O McCarthy fez questão de os mandar embora com 2 grandes sacos de compras.
Como todos os ingleses, não gostaram da ideia de perder com Tugas. Um tal de Fergunson, que de Sir tem muito pouco, acusou-nos de teatreiros e tentou reduzir a nossa dimensão.
Marcaram primeiro. Não fizemos muito durante o jogo, mas no fundo todos sabíamos que os quartos vinham aí. 90 minutos, livre: McCarthy, Howard, Costinha. Como é que se diz “toma lá!” em inglês?
Foi um dos maiores festejos de sempre dos milhares que estiveram no Teatro dos Sonhos. Ainda hoje choro por não me terem deixado embarcar. Alguém devia dizer àquela **** que impediu uma pessoa de ser mais feliz.
Quartos-de-final: Lyon. O campeão francês, que domina em termos nacionais e que começava aqui a sua aventura na Europa.
Jogámos de novo cá primeiro. 2-0, sem espinhas. Marcaram os melhores jogadores da equipa, Deco e Ricardo Carvalho, e que fizeram por ser os melhores da Europa nessa época.
A aventura para Lyon foi a vingança por ter falhado Manchester. O Maniche de outros tempos marcou os 2 golos que nos valeram o empate e o passaporte para as meias.
Seria normal e até ficava bonito eu agora escrever: “parecia irreal”. Mas não pode ser, porque mais real do que aquela equipa a arrumar as outras não havia.
Meias-finais: Deportivo. Uma equipa que ganhou destaque na última década e que só tinha acabado de fazer uma reviravolta impressionante na eliminatória contra o pequeno Milan.
Primeiro jogo cá, pois tá claro. Como já ninguém escondia o desejo, pedimos aos rapazes a final. O 0-0 acabou por nos deixar com os pés bem assentes na terra (se é que há terra quando se fala duma meia-final).
Chovia imenso lá, mas para nós o dia estava perfeito. A alegria por estar ali misturava-se com o medo de morrer na praia.
A Corunha estava azul e branca. Incrível a adesão dos adeptos. Até arrepiava ver os prédios, os carros, as pessoas, tudo de azul e branco.
Depois de meses no estaleiro, tinha que ser ele: o nosso Ninja (que alguns acéfalos fizeram questão de esquecer em troca de vá-se lá saber o quê) a resolver.
No final, fomos aplaudidos pelos adversários, que nos desejaram sorte para a final. Ainda hoje torço pelo Deportivo na Europa.
FINAL: Mónaco. Um clube mais pequeno do que nós, que só tinha eliminado o Real Madrid e o Chelsea e que só contava com a ajuda de Morientes, Giuly e Companhia LDA.
Pensava que não era possível sentir tanta ansiedade. Custava-me comer, custava-me falar, custava-me até dormir(!). Não era tanto por uma questão de falta de confiança, porque todos sentíamos que aquilo ia mesmo ser nosso; era mais porque acho que só nesta altura é que nos apercebemos onde estávamos.
A final da Liga dos Campeões.
Não é por acaso que só aqui escrevo isto. A f-i-n-a-l d-a L-i-g-a d-o-s C-a-m-p-e-õ-e-s. Aquilo que vemos todos os anos, sentados no sofá, de boca aberta com a qualidade das poucas equipas que conseguem lá chegar. Aquilo que sabemos que todo o mundo está a ver e a pensar: “quem me dera ser daquela equipa”.
Nós fomos o Top daquele ano. Naquela época não houve Ronaldinhos e Henrys. Houve Baía, Paulo Ferreira, Jorge Costa, Ricardo Carvalho, Nuno Valente, Costinha, Maniche, Deco, Derlei e Carlos Alberto. Impossível esquecer este 11. Foram eles que entraram ali, naquele estádio super imponente; foram eles que o mundo, sentado no sofá, viu; foi com eles que todos ficaram de boca aberta. E nós éramos mesmo daquela equipa.
Carlos Alberto, Deco, Alenitchev. Sem hipóteses.
Gelsenkirchen. Há 2 anos passou a constar no nosso dicionário. Para quem não sabe, é sinónimo de inesquecível.
25 maio, 2006
portugal 0 - frança 1
Dizem que foi um péssimo jogo. Dizem que Portugal jogou muito mal. Dizem que o público não apoiou. Discordo, discordo, discordo.
Não foi um jogo péssimo; foi um jogo normal para quem está habituado a ver os jogos do campeonato português. Ok, foi péssimo.
Portugal não jogou muito mal; a França é que jogou muito bem. Acho que até 3ª feira ninguém tinha descoberto isso. Só eu é que já sabia que eles para além de grandes jogadores têm uma grande equipa? Mas pronto, nós temos a parte dos bons jogadores. Afinal de contas temos o Raúl Meireles, o Quaresma, o Manuel Fernandes e o Bruno Vale. Só nos falta a parte da equipa. E, pronto, tivemos durante 90 minutos o Hugo Almeida, o Nélson e o João Moutinho. Ok, Portugal jogou muito mal.
O estádio estava cheio daqueles "adeptos-malucos-pela-selecção-de-todos-nós-que-não-percebem-nada-de-futebol". E como todos os adeptos de circunstância, antes do jogo já éramos praticamente campeões europeus, depois já temos os piores jogadores do mundo. Ok, o público não apoiou.
Gostei de ir a Braga. Porque gosto de futebol e, como tal, é bom variar de vez em quando. Só não estava era à espera de variar tanto.
Aquele não é o futebol que eu vi esta época. É certo que o Porto não foi brilhante, mas é tudo uma questão de atitude e aquela não é a atitude à qual já me habituei de novo.
Enfim, espero que os putos aprendam a lição e que, milagrosamente, hoje entrem em campo como uma equipa. E já agora que o público tenha metade da paciência que tem com a equipa do Scolari. Sim, porque esses levam 3 da Espanha em casa e 'tá-se bem, mas os miúdos não podem perder com a melhor equipa do torneio... e com o Hugo Almeida em campo(!).
Não foi um jogo péssimo; foi um jogo normal para quem está habituado a ver os jogos do campeonato português. Ok, foi péssimo.
Portugal não jogou muito mal; a França é que jogou muito bem. Acho que até 3ª feira ninguém tinha descoberto isso. Só eu é que já sabia que eles para além de grandes jogadores têm uma grande equipa? Mas pronto, nós temos a parte dos bons jogadores. Afinal de contas temos o Raúl Meireles, o Quaresma, o Manuel Fernandes e o Bruno Vale. Só nos falta a parte da equipa. E, pronto, tivemos durante 90 minutos o Hugo Almeida, o Nélson e o João Moutinho. Ok, Portugal jogou muito mal.
O estádio estava cheio daqueles "adeptos-malucos-pela-selecção-de-todos-nós-que-não-percebem-nada-de-futebol". E como todos os adeptos de circunstância, antes do jogo já éramos praticamente campeões europeus, depois já temos os piores jogadores do mundo. Ok, o público não apoiou.
Gostei de ir a Braga. Porque gosto de futebol e, como tal, é bom variar de vez em quando. Só não estava era à espera de variar tanto.
Aquele não é o futebol que eu vi esta época. É certo que o Porto não foi brilhante, mas é tudo uma questão de atitude e aquela não é a atitude à qual já me habituei de novo.
Enfim, espero que os putos aprendam a lição e que, milagrosamente, hoje entrem em campo como uma equipa. E já agora que o público tenha metade da paciência que tem com a equipa do Scolari. Sim, porque esses levam 3 da Espanha em casa e 'tá-se bem, mas os miúdos não podem perder com a melhor equipa do torneio... e com o Hugo Almeida em campo(!).
23 maio, 2006
21 de Maio de 2003
Três anos...
Fomos passando várias eliminatórias e sem darmos por isso estávamos nos quartos-de-final. Saiu-nos o Panathinaikos e não ficámos muito contentes - os gregos dão-nos azar. 0-1 cá. Que desilusão... Mas o treinador pediu-nos que acreditássemos e nós acreditámos. Nós e os 11 heróis da Grécia. Que saudades daquele Derlei que mesmo lesionado nos deu um dos melhores 0-2 de sempre...
Veio a Lazio, enquanto os rivais da rotunda ficavam com o Celtic. 0-1 para eles, mas nós nem nos incomodamos. Aquela equipa era imperial e o 4-1 final acabou por não nos surpreender. Fomos lá passear...
Sevilha... e o Celtic que, felizmente, arrumou os remendados e tornou aquela final ainda mais mágica.
O calor, a sede, os abastecimentos nas estações de serviço espanholas, os avé maria na camioneta, os amigos escoceses/irlandeses... A euforia, a ansiedade, o friozinho na barriga...
90 minutos eléctricos, 4 golos, sempre a cantar... O golo do Derlei que nos levou a uma dimensão que eu desconhecia... A loucura do regresso, dias e dias de festa...
... e parece que foi ontem :)
Fomos passando várias eliminatórias e sem darmos por isso estávamos nos quartos-de-final. Saiu-nos o Panathinaikos e não ficámos muito contentes - os gregos dão-nos azar. 0-1 cá. Que desilusão... Mas o treinador pediu-nos que acreditássemos e nós acreditámos. Nós e os 11 heróis da Grécia. Que saudades daquele Derlei que mesmo lesionado nos deu um dos melhores 0-2 de sempre...
Veio a Lazio, enquanto os rivais da rotunda ficavam com o Celtic. 0-1 para eles, mas nós nem nos incomodamos. Aquela equipa era imperial e o 4-1 final acabou por não nos surpreender. Fomos lá passear...
Sevilha... e o Celtic que, felizmente, arrumou os remendados e tornou aquela final ainda mais mágica.
O calor, a sede, os abastecimentos nas estações de serviço espanholas, os avé maria na camioneta, os amigos escoceses/irlandeses... A euforia, a ansiedade, o friozinho na barriga...
90 minutos eléctricos, 4 golos, sempre a cantar... O golo do Derlei que nos levou a uma dimensão que eu desconhecia... A loucura do regresso, dias e dias de festa...
... e parece que foi ontem :)
Europeu sub21
Começa hoje o Europeu de futebol na categoria de sub21. As expectativas em torno da selecção portuguesa são muitas, já que o plantel ao serviço de Agostinho Oliveira está repleto de craques:
1-Bruno Vale: o guarda-redes do Porto fez uma excelente época ao serviço do estrela da amadora e será o mais que provável guardião da baliza nacional. Com o Mundial à espreita...
2-Nélson: o defesa do benfica prometeu muito no início da época mas acabou por ser remetido para o banco. Ser suplente do Alcides é muito mau sinal...
3-Raúl Meireles: com uma época estupenda, surpreendeu tudo e todos. Um dos pilares dos campeões nacionais tem a titularidade mais do que justificada.
4-Semedo: sinceramente, não o vi jogar.
5-Pedro Ribeiro: entre o marco e o Porto B, uma época regular que lhe valeu a convocatória para o Euro.
6-José Castro: uma das maiores revelações da passada temporada valeu-lhe um contrato com o atlético de madrid.
7-Ricardo Quaresma: a estrelinha da equipa. Provavelmente, ninguém estaria à espera que ele estivesse nesta lista, mas já que está, espero que aproveite.
8-Manuel Fernandes: se Quaresma atrai mais as atenções, para mim este é actualmente o melhor jogador dos sub21 portugueses. É pena estar onde está.
9-Hugo Almeida: uma época com muitos altos e ainda mais baixos deixam-nos com algumas dúvidas se terá a pontaria afinada.
10-João Moutinho: uma grande época fê-lo sonhar com a selecção A. Ficou-se pelos sub21 e agora só tem de mostrar o que vale.
11-Diogo Valente: regular e cauteloso, já tem contrato com o Porto. Sinceramente, não me parece um fora de série, mas pode ser que este campeonato me prove o contrário.
12-Paulo Ribeiro: o guarda-redes (não) campeão nacional será um suplente de luxo.
13-Rolando: recentemente naturalizado, o central do belenenses procura afirmação junto dos "novos" colegas.
14-Custódio: sinceramente, acho-o muito fraquinho, um dos elos mais fracos deste plantel. Querem provas? É titular do sporting.
15-Morais: é do chelsea. Medo...
16-Bruno Amaro: não se pode dizer que tenha tido uma grande época, mas veremos do que é capaz numa equipa melhor.
17-Varela: promete muito e tem feito muito pouco.
18-Nani: gosto muito de o ver jogar (fora quando está de verde).
19-Ricardo Vaz Té: um dos poucos emigrantes desta selecção.
20-Lourenço: outro que promete explodir há anos e nunca mais.
21-Filipe Oliveira: boa época no marítimo, mas é muito provável que passe muito tempo no banco.
22-Daniel Fernandes: o 3ª guarda-redes nunca pode ter grandes expectativas. Boas férias Daniel.
Já sabem que não sou grande adepta das selecções. Não consigo perceber aquela euforia, mas admito que estes miúdos merecem estar aqui e ir o mais longe possível.
Hoje vou a braga vê-los e espero que os maluquinhos da selecção apoiem tanto ou mais estes do que aqueles que já só vestem a camisola das quinas por dinheiro.
Boa sorte rapazes
1-Bruno Vale: o guarda-redes do Porto fez uma excelente época ao serviço do estrela da amadora e será o mais que provável guardião da baliza nacional. Com o Mundial à espreita...
2-Nélson: o defesa do benfica prometeu muito no início da época mas acabou por ser remetido para o banco. Ser suplente do Alcides é muito mau sinal...
3-Raúl Meireles: com uma época estupenda, surpreendeu tudo e todos. Um dos pilares dos campeões nacionais tem a titularidade mais do que justificada.
4-Semedo: sinceramente, não o vi jogar.
5-Pedro Ribeiro: entre o marco e o Porto B, uma época regular que lhe valeu a convocatória para o Euro.
6-José Castro: uma das maiores revelações da passada temporada valeu-lhe um contrato com o atlético de madrid.
7-Ricardo Quaresma: a estrelinha da equipa. Provavelmente, ninguém estaria à espera que ele estivesse nesta lista, mas já que está, espero que aproveite.
8-Manuel Fernandes: se Quaresma atrai mais as atenções, para mim este é actualmente o melhor jogador dos sub21 portugueses. É pena estar onde está.
9-Hugo Almeida: uma época com muitos altos e ainda mais baixos deixam-nos com algumas dúvidas se terá a pontaria afinada.
10-João Moutinho: uma grande época fê-lo sonhar com a selecção A. Ficou-se pelos sub21 e agora só tem de mostrar o que vale.
11-Diogo Valente: regular e cauteloso, já tem contrato com o Porto. Sinceramente, não me parece um fora de série, mas pode ser que este campeonato me prove o contrário.
12-Paulo Ribeiro: o guarda-redes (não) campeão nacional será um suplente de luxo.
13-Rolando: recentemente naturalizado, o central do belenenses procura afirmação junto dos "novos" colegas.
14-Custódio: sinceramente, acho-o muito fraquinho, um dos elos mais fracos deste plantel. Querem provas? É titular do sporting.
15-Morais: é do chelsea. Medo...
16-Bruno Amaro: não se pode dizer que tenha tido uma grande época, mas veremos do que é capaz numa equipa melhor.
17-Varela: promete muito e tem feito muito pouco.
18-Nani: gosto muito de o ver jogar (fora quando está de verde).
19-Ricardo Vaz Té: um dos poucos emigrantes desta selecção.
20-Lourenço: outro que promete explodir há anos e nunca mais.
21-Filipe Oliveira: boa época no marítimo, mas é muito provável que passe muito tempo no banco.
22-Daniel Fernandes: o 3ª guarda-redes nunca pode ter grandes expectativas. Boas férias Daniel.
Já sabem que não sou grande adepta das selecções. Não consigo perceber aquela euforia, mas admito que estes miúdos merecem estar aqui e ir o mais longe possível.
Hoje vou a braga vê-los e espero que os maluquinhos da selecção apoiem tanto ou mais estes do que aqueles que já só vestem a camisola das quinas por dinheiro.
Boa sorte rapazes
15 maio, 2006
O meu amigo Scolari
Há meses que ando preocupada com o Mundial. Só de pensar num jogador meu lesionado ou num jogador meu a ser vendido à custa do Mundial, até tremia.
Mas ao longo do tempo comecei a aperceber-me que não tinha assim tantas razões para me preocupar. Afinal de contas, o seleccionador nacional chama-se Scolari.
Ora bem, hoje foi divulgada a lista de convocados para a selecção A. Como todos já sabíamos, Quaresma não está lá. Óptimo.
Mas porra, está lá um portista. Um portista?? Mas porquê?? Que mal fiz eu para ter um portista na selecção? Ah, esperem, é o Ricardo Costa. Como é que depois de meses em que ele mal jogou eu não estava a contar com isto?
Que grande desilusão, Scolari. Ias para lá sem nenhum dos nossos e eu desta vez até punha uma bandeira de Portugal na varanda.
Para quem ainda consegue criticar o meu amigo Scolari, a minha análise não vos vai deixar dúvidas:
Ricardo- este é merecido. Ele também não dá hipóteses aos outros: ainda agora em vila do conde fez questão de mostrar porque é que é o titular da selecção.
Quim- este não joga, por isso tem mais é que ir à selecção.
Bruno Vale- dos raros jogadores que joga mesmo no clube que representa e que ainda por cima até joga bem. Sendo assim, não percebo o que é que está lá a fazer.
Miguel- ao sair do benfica, deixou de ser um dos adorados dos media portugueses. Mas Scolari não se esqueceu dele e convocou-o, até porque ele nem sempre joga.
Fernando Meira- Outro que não percebo porque é que foi convocado.
Caneira- No valência nada, no sportem ainda veio a tempo de sair humilhado. Bem convocado.
Nuno Valente- Ainda não se percebeu muito tempo se já está recuperado. Bem convocado, titular indiscutível.
Paulo Ferreira- Já não está no Porto. Bem convocado, titular indiscutível.
Ricardo Carvalho- Já não está no Porto. Bem convocado, titular indiscutível.
Ricardo Costa- muito mal convocado. Ao menos não joga, o que é sempre um factor a ter em conta.
Boa Morte- Grande época, fala-se de um interesse do Real Madrid. É pena o Robert não ser português senão estavas lixado.
Deco- Da época do Deco não falo. Só relembro que na equipa ideal do Scolari ele não era titular.
Costinha- Não joga há meses e já não está no Porto. Titular indiscutível.
Maniche- Mal joga, curte ser expulso e já não está no Porto. Titular indiscutível.
Cristiano Ronaldo- É o Cristiano Ronaldo, mas mesmo assim teve sorte porque o Moutinho fez minutos a mais para ser convocado.
Figo- Não foi este que deixou a selecção? Ah pois... Ai Catarina, essa tua mania de fazeres perguntas inconvenientes!
Hugo Viana- Jogou pouco, por isso enquadra-se nos critérios.
Petit- Caso seja preciso dar um soco num árbitro outra vez, desta vez ao menos vamos preparados com um expert.
Simão- O Brasil, a França e a Argentina andaram a tentar contratá-lo, mas ele não quis.
Tiago- Exibições brilhantes no Lyon. Não se percebe esta convocatória. Com sorte, vem parar ao Porto e deixa de ter este incómodo.
Pauleta- Continua a marcar por França, enquanto cá é aquele zero que todos sabemos. Por isso, bem convocado.
Nuno Gomes- uns jogos irreconhecível, mas uma época no geral ao seu nível. Bem convocado.
Postiga- sem hipóteses no Porto, foi para França à procura da glória. Marcou 2 ou 3 golos. Bem convocado.
E daqui a uns dias cá estarei, do Irão, do Méxio e de Angola desde pequenina... E com a bandeira em honra ao Scolari.
Mas ao longo do tempo comecei a aperceber-me que não tinha assim tantas razões para me preocupar. Afinal de contas, o seleccionador nacional chama-se Scolari.
Ora bem, hoje foi divulgada a lista de convocados para a selecção A. Como todos já sabíamos, Quaresma não está lá. Óptimo.
Mas porra, está lá um portista. Um portista?? Mas porquê?? Que mal fiz eu para ter um portista na selecção? Ah, esperem, é o Ricardo Costa. Como é que depois de meses em que ele mal jogou eu não estava a contar com isto?
Que grande desilusão, Scolari. Ias para lá sem nenhum dos nossos e eu desta vez até punha uma bandeira de Portugal na varanda.
Para quem ainda consegue criticar o meu amigo Scolari, a minha análise não vos vai deixar dúvidas:
Ricardo- este é merecido. Ele também não dá hipóteses aos outros: ainda agora em vila do conde fez questão de mostrar porque é que é o titular da selecção.
Quim- este não joga, por isso tem mais é que ir à selecção.
Bruno Vale- dos raros jogadores que joga mesmo no clube que representa e que ainda por cima até joga bem. Sendo assim, não percebo o que é que está lá a fazer.
Miguel- ao sair do benfica, deixou de ser um dos adorados dos media portugueses. Mas Scolari não se esqueceu dele e convocou-o, até porque ele nem sempre joga.
Fernando Meira- Outro que não percebo porque é que foi convocado.
Caneira- No valência nada, no sportem ainda veio a tempo de sair humilhado. Bem convocado.
Nuno Valente- Ainda não se percebeu muito tempo se já está recuperado. Bem convocado, titular indiscutível.
Paulo Ferreira- Já não está no Porto. Bem convocado, titular indiscutível.
Ricardo Carvalho- Já não está no Porto. Bem convocado, titular indiscutível.
Ricardo Costa- muito mal convocado. Ao menos não joga, o que é sempre um factor a ter em conta.
Boa Morte- Grande época, fala-se de um interesse do Real Madrid. É pena o Robert não ser português senão estavas lixado.
Deco- Da época do Deco não falo. Só relembro que na equipa ideal do Scolari ele não era titular.
Costinha- Não joga há meses e já não está no Porto. Titular indiscutível.
Maniche- Mal joga, curte ser expulso e já não está no Porto. Titular indiscutível.
Cristiano Ronaldo- É o Cristiano Ronaldo, mas mesmo assim teve sorte porque o Moutinho fez minutos a mais para ser convocado.
Figo- Não foi este que deixou a selecção? Ah pois... Ai Catarina, essa tua mania de fazeres perguntas inconvenientes!
Hugo Viana- Jogou pouco, por isso enquadra-se nos critérios.
Petit- Caso seja preciso dar um soco num árbitro outra vez, desta vez ao menos vamos preparados com um expert.
Simão- O Brasil, a França e a Argentina andaram a tentar contratá-lo, mas ele não quis.
Tiago- Exibições brilhantes no Lyon. Não se percebe esta convocatória. Com sorte, vem parar ao Porto e deixa de ter este incómodo.
Pauleta- Continua a marcar por França, enquanto cá é aquele zero que todos sabemos. Por isso, bem convocado.
Nuno Gomes- uns jogos irreconhecível, mas uma época no geral ao seu nível. Bem convocado.
Postiga- sem hipóteses no Porto, foi para França à procura da glória. Marcou 2 ou 3 golos. Bem convocado.
E daqui a uns dias cá estarei, do Irão, do Méxio e de Angola desde pequenina... E com a bandeira em honra ao Scolari.
setúbal 0 - FCPORTO 1
Não gosto do ambiente da Taça. Aquela euforia toda (mais pela bebida que pela bola), aqueles milhares de adeptos que parece que só existem para ir ao Jamor e a tal "festa da Taça" não me entusiasmam minimamente.
Fui ao Jamor porque bola é bola e porque, afinal de contas, estava um troféu em disputa. Depois de uma semana de Queima, acreditem que foi dos maiores sacrifícios que já fiz.
Começou mal a final da Taça. A falta de organização (que há dois anos me fez estacionar o carro ao lado de um rapaz dos NN...) é assustadora. Estivemos 2 horas parados, a meia dúzia de metros do estádio. Quando finalmente entrámos no recinto de estacionamento, um polícia pergunta: "é para estacionar?" (como se nós pensássemos em levar o carro para o relvado...) e diz "deviam ter vindo mais cedo"...
À entrada estivemos mais uns minutos debaixo daquele sol, à espera de uns senhores que demoravam eternidades a ver um bilhete, enquanto nos apertávamos uns aos outros. Sou só eu que acho ridículo que com tanto estádio que esteve no Euro a final da Taça continue a ser feita nestas condições?
Enfim, adiante. O jogo teve oportunidades, foi bem disputado e, apesar do setúbal ter jogado muito bem, pareceu-me novamente que mais cedo ou mais tarde aquilo estava ganho sem sofrimento.
Aos 40 minutos, Adriano marcou o único golo da partida após mais uma assistência da estrela dos sub21.
O árbitro não teve influência no resultado e os adeptos fizeram a tal "festa da Taça".
Não fosse mais uma demonstração de prepotência e incompetência da nossa polícia e tinha sido realmente uma festa. Eu disto nem vou falar porque já sabem a minha opinião e as imagens mostram tudo.
Incrivelmente, hoje pouco ouvi falar da Taça. Nada que não estivesse à espera depois de uma semana a falar-se de Koeman e Sá Pinto. Já sabemos como isto funciona. O que é certo é que ela já cá canta :)
Fui ao Jamor porque bola é bola e porque, afinal de contas, estava um troféu em disputa. Depois de uma semana de Queima, acreditem que foi dos maiores sacrifícios que já fiz.
Começou mal a final da Taça. A falta de organização (que há dois anos me fez estacionar o carro ao lado de um rapaz dos NN...) é assustadora. Estivemos 2 horas parados, a meia dúzia de metros do estádio. Quando finalmente entrámos no recinto de estacionamento, um polícia pergunta: "é para estacionar?" (como se nós pensássemos em levar o carro para o relvado...) e diz "deviam ter vindo mais cedo"...
À entrada estivemos mais uns minutos debaixo daquele sol, à espera de uns senhores que demoravam eternidades a ver um bilhete, enquanto nos apertávamos uns aos outros. Sou só eu que acho ridículo que com tanto estádio que esteve no Euro a final da Taça continue a ser feita nestas condições?
Enfim, adiante. O jogo teve oportunidades, foi bem disputado e, apesar do setúbal ter jogado muito bem, pareceu-me novamente que mais cedo ou mais tarde aquilo estava ganho sem sofrimento.
Aos 40 minutos, Adriano marcou o único golo da partida após mais uma assistência da estrela dos sub21.
O árbitro não teve influência no resultado e os adeptos fizeram a tal "festa da Taça".
Não fosse mais uma demonstração de prepotência e incompetência da nossa polícia e tinha sido realmente uma festa. Eu disto nem vou falar porque já sabem a minha opinião e as imagens mostram tudo.
Incrivelmente, hoje pouco ouvi falar da Taça. Nada que não estivesse à espera depois de uma semana a falar-se de Koeman e Sá Pinto. Já sabemos como isto funciona. O que é certo é que ela já cá canta :)
boavista 1 - FCPORTO 1
Na última jornada da Liga, o Porto não foi além de um empate no estádio do bessa. Frente a um adversário que parece pouco capaz de fazer melhor, os dragões apresentaram-se com uma espécie de equipa B. Apesar disso, o futebol apresentado foi muito bom. Até porque no relvado estava um menino de nome Anderson, que começa a corresponder às enormes expectativas.
Nas bancadas, poucos adeptos num jogo que nada decidia por si só.
O ambiente ficou mais uma vez ao cargo das claques, que se esforçaram por justificar o dinheiro gasto nos bilhetes.
Por cá, um cântico novo. Cópia acústica da última moda nas curvas, aí está ele:
Juntos nós vamos
A todo o lado
Porto te amo
Por ti eu canto
Porto allez...
Nas bancadas, poucos adeptos num jogo que nada decidia por si só.
O ambiente ficou mais uma vez ao cargo das claques, que se esforçaram por justificar o dinheiro gasto nos bilhetes.
Por cá, um cântico novo. Cópia acústica da última moda nas curvas, aí está ele:
Juntos nós vamos
A todo o lado
Porto te amo
Por ti eu canto
Porto allez...
05 maio, 2006
Queima 2006
Amanhã começa a Queima das Fitas do Porto. Por motivos óbvios e, por incrível que pareça, porque vou ter muito trabalho, não conto escrever na próxima semana.
Para a última jornada, fica o desejo de mais uma festa, do nacional na Europa e do vitória na 1ª Liga.
Boa semana!
Para a última jornada, fica o desejo de mais uma festa, do nacional na Europa e do vitória na 1ª Liga.
Boa semana!
03 maio, 2006
FCPORTO 3 - guimarães 1
Dia de festa no Dragão - mais uma na curta história deste estádio. Quase 50 mil portistas lá dentro e muitos mais cá fora, entoaram o hino do nosso clube com o cachecol azul e branco erguido. Uma imagem para mais tarde recordar.
Do jogo não há muito a dizer. As emoções não estavam propriamente concentradas no resultado, porque mais uma vez tivemos uma equipa capaz de nos dar algumas semanas de festa.
Já descansadinhos da vida, enquanto outros ainda andam aflitos para salvarem a época, os jogadores do Porto não quiseram dar razão a algumas vozes que durante a semana inventaram negócios que envolviam o facilitar a vitória ao guimarães e cedo mostraram que estavam ali com todo o profissionalismo característico dos grandes campeões.
Os jogadores do vitória lutaram pelos pontos que estavam obrigados a conquistar e a 1ª parte foi sobretudo uma constante disputa pela posse de bola, com poucos lances de golo eminente.
Só aos 69 minutos tivemos motivos para saltar. Lucho converteu uma grande penalidade que pelos vistos não foi (eu não vou comentar a arbitragem porque, sinceramente, não vi nada do jogo, mas já ouvi dizer que foi péssima para os dois lados... Mais uma para a lista deste ano).
O vitória não baixou os braços e aos 84 minutos Antchouet ainda empatou a partida.
Mas é difícil travar a euforia destes jovens jogadores, quando muitos estão a viver um sonho.
Aos 88 e aos 93, Lucho e Adriano deram a vitória aos novos campeões nacionais.
Depois do apito final, os portistas ainda tiveram direito a aplaudir os jogadores um a um. De notar a grande empatia com todos sem excepção (são campeões, não há discussão nestas alturas). Vitor Baía foi sem dúvida o mais aplaudido, provando que pode ser o número 2 deste sistema, mas no nosso coração é e será sempre o número 1.
Não posso deixar de confessar a minha tristeza como adepta pela eventual descida do vitória. Como já disse mil vezes, gosto de ver estádios com gente que puxam realmente pelo seu clube. Com garra, com amor, com dedicação. E nisto os vitorianos ganham aos pontos. Boa sorte para a última jornada.
Quanto a nós, CAMPEÕES, resta-nos dar um salto aos vizinhos traiçoeiros, gastar um dinheirão com o bilhete e festejar mais uma vez. É chato.
Do jogo não há muito a dizer. As emoções não estavam propriamente concentradas no resultado, porque mais uma vez tivemos uma equipa capaz de nos dar algumas semanas de festa.
Já descansadinhos da vida, enquanto outros ainda andam aflitos para salvarem a época, os jogadores do Porto não quiseram dar razão a algumas vozes que durante a semana inventaram negócios que envolviam o facilitar a vitória ao guimarães e cedo mostraram que estavam ali com todo o profissionalismo característico dos grandes campeões.
Os jogadores do vitória lutaram pelos pontos que estavam obrigados a conquistar e a 1ª parte foi sobretudo uma constante disputa pela posse de bola, com poucos lances de golo eminente.
Só aos 69 minutos tivemos motivos para saltar. Lucho converteu uma grande penalidade que pelos vistos não foi (eu não vou comentar a arbitragem porque, sinceramente, não vi nada do jogo, mas já ouvi dizer que foi péssima para os dois lados... Mais uma para a lista deste ano).
O vitória não baixou os braços e aos 84 minutos Antchouet ainda empatou a partida.
Mas é difícil travar a euforia destes jovens jogadores, quando muitos estão a viver um sonho.
Aos 88 e aos 93, Lucho e Adriano deram a vitória aos novos campeões nacionais.
Depois do apito final, os portistas ainda tiveram direito a aplaudir os jogadores um a um. De notar a grande empatia com todos sem excepção (são campeões, não há discussão nestas alturas). Vitor Baía foi sem dúvida o mais aplaudido, provando que pode ser o número 2 deste sistema, mas no nosso coração é e será sempre o número 1.
Não posso deixar de confessar a minha tristeza como adepta pela eventual descida do vitória. Como já disse mil vezes, gosto de ver estádios com gente que puxam realmente pelo seu clube. Com garra, com amor, com dedicação. E nisto os vitorianos ganham aos pontos. Boa sorte para a última jornada.
Quanto a nós, CAMPEÕES, resta-nos dar um salto aos vizinhos traiçoeiros, gastar um dinheirão com o bilhete e festejar mais uma vez. É chato.
28 abril, 2006
As entranhas do futebol
No Domingo fui ver o Desportivo-Serzedo, jogo a contar para a II Divisão Distrital. O Serzedo já tinha a subida garantida, o Desportivo precisava de ganhar para continuar em vantagem no 2º lugar.
Ao entrar no campo pensei logo que nunca mais me ia queixar de um estádio da 1ª Liga, mas logo vi que somos nós (adeptos dos grandes clubes) quem fica a perder.
O "estádio" estava "cheio". Sentei-me no "topo", perto da "claque" visitante.
O Desportivo já estava a ganhar por 1-0. Um grande golo segundo os adeptos do Desportivo; um golpe de sorte segundo os apoiantes do Serzedo. Uns e outros diziam-se já roubadíssimos pelo $#%%#$%%# do árbitro. Uns e outros discutem as tácticas, os jogadores e os lances como se de uma final da Champions se tratasse.
Cedo me apercebi que nos distritais não há lá muito espectáculo (o Ronaldinho ali até podia fazer uma finta, mas a seguir parava 6 meses por lesão), não há bola no chão (até porque o pelado obriga a bola a andar aos saltos), não há jogos a terminar com 22 jogadores em campo, não há grandes demonstrações de fair-play e boa educação. Mas há futebol a sério. Os jogadores estão ali por paixão, sentem mesmo a camisola e abdicam de muita coisa para manterem vivos aqueles clubes. Os adeptos amam o clube e descrevem os jogadores como se todos fossem um Cristiano Ronaldo. E odeiam mesmo os outros, insultam-nos com vocábulos que desconheço, tornam todos os jogos em jogos de alto risco e fazem daquilo um inferno.
As personagens que só conhecia através de excelentes programas como o Namadores ou a Liga dos últimos estavam mesmo ali. Um velhote com um mini-megafone (é a tecnologia a chegar aos distritais...) que não se calava: "Desportivooooo", "oh cabra, se não te portas bem sais daqui morto" e "eles só têm o dinheiro dos outros" (seja lá o que isto for) eram as palavras de ordem. O homem passou assim o jogo... Quer dizer, minto. Na 2ª parte demorou 10 minutos a regressar da tasca. Também lá estavam os ligeiramente alcoolizados, cujas palavras não vos transmito porque não dão para perceber, vá-se lá saber porquê. Os pais dos jogadores que tornam os hooligans uns meninos no que diz respeito a violência. Os miúdos que aproveitam o intervalo para ir dar uns toques na bola enquanto sonham um dia vir a vestir a camisola..do Desportivo. As mulheres que, digo-vos, são muito pior que os homens!
Todos representam o verdadeiro futebol. Sem grandes patrocínios, sem transmissões televisivas, sem galácticos, sem dinheiro. Mas com muita paixão.
Ao entrar no campo pensei logo que nunca mais me ia queixar de um estádio da 1ª Liga, mas logo vi que somos nós (adeptos dos grandes clubes) quem fica a perder.
O "estádio" estava "cheio". Sentei-me no "topo", perto da "claque" visitante.
O Desportivo já estava a ganhar por 1-0. Um grande golo segundo os adeptos do Desportivo; um golpe de sorte segundo os apoiantes do Serzedo. Uns e outros diziam-se já roubadíssimos pelo $#%%#$%%# do árbitro. Uns e outros discutem as tácticas, os jogadores e os lances como se de uma final da Champions se tratasse.
Cedo me apercebi que nos distritais não há lá muito espectáculo (o Ronaldinho ali até podia fazer uma finta, mas a seguir parava 6 meses por lesão), não há bola no chão (até porque o pelado obriga a bola a andar aos saltos), não há jogos a terminar com 22 jogadores em campo, não há grandes demonstrações de fair-play e boa educação. Mas há futebol a sério. Os jogadores estão ali por paixão, sentem mesmo a camisola e abdicam de muita coisa para manterem vivos aqueles clubes. Os adeptos amam o clube e descrevem os jogadores como se todos fossem um Cristiano Ronaldo. E odeiam mesmo os outros, insultam-nos com vocábulos que desconheço, tornam todos os jogos em jogos de alto risco e fazem daquilo um inferno.
As personagens que só conhecia através de excelentes programas como o Namadores ou a Liga dos últimos estavam mesmo ali. Um velhote com um mini-megafone (é a tecnologia a chegar aos distritais...) que não se calava: "Desportivooooo", "oh cabra, se não te portas bem sais daqui morto" e "eles só têm o dinheiro dos outros" (seja lá o que isto for) eram as palavras de ordem. O homem passou assim o jogo... Quer dizer, minto. Na 2ª parte demorou 10 minutos a regressar da tasca. Também lá estavam os ligeiramente alcoolizados, cujas palavras não vos transmito porque não dão para perceber, vá-se lá saber porquê. Os pais dos jogadores que tornam os hooligans uns meninos no que diz respeito a violência. Os miúdos que aproveitam o intervalo para ir dar uns toques na bola enquanto sonham um dia vir a vestir a camisola..do Desportivo. As mulheres que, digo-vos, são muito pior que os homens!
Todos representam o verdadeiro futebol. Sem grandes patrocínios, sem transmissões televisivas, sem galácticos, sem dinheiro. Mas com muita paixão.
24 abril, 2006
penafiel 0 - FCPORTO 1
"Oh meu Porto onde a eterna mocidade
Diz à gente o que é ser nobre e leal..."
Nobre e leal: é assim que me sinto.
Nobre porque o meu clube é CAMPEÃO. Sim, C-A-M-P-E-Ã-O. E se nos meus 19 anos de vida isto até é uma coisa normal, também é verdade que nunca me canso disto.
Num jogo que não foi nada de especial, o Porto ganhou e tornou-se CAMPEÃO. Por mérito próprio e sem sombra de dúvidas, porque os nossos rapazes também foram nobres.
E também me sinto leal porque não lhes falhei. Mesmo demasiado crítica por vezes, estive quase sempre lá.
"Teu pendão leva o escudo da cidade
Que na história deu o nome a Portugal..."
E como fica bonita a Invicta nestas noites. Se em Penafiel a festa já foi muita (a GNR que o diga), chegar ao Porto e ver tanto azul foi divinal. Não fui ao Dragão e muito menos aos Aliados (só gosto de comemorações nas bancadas), mas a noite teve que acabar na Ribeira.
"Oh campeão, o teu passado
É um livro de honras de vitórias sem igual..."
21 campeonatos, 12 Taças, 13 Supertaças, 1 Taça dos Campeões Europeus, 1 Liga dos Campeões, 1 Taça UEFA, 1 Supertaça Europeia, 2 Taças Intercontinentais... Mas não me canso. C-A-M-P-E-Õ-E-S. E como disse uma senhora para um canal qualquer: para o ano é para o Penta(!).
"O teu brasão abençoado
Tem no teu Porto mais um arco triunfal..."
E porque os grandes CAMPEÕES são-no contra tudo e contra todos, tenho que dar o braço a torcer e reconhecer que a nossa equipa técnica e os nossos jogadores merecem a festa que fizeram (ver o Adriano em cuecas foi uma visão do inferno, mas pronto).
Mas porque na bancada também nós somos grandes CAMPEÕES (à excepção de um ou outro acéfalo), para o ano aquele escudo também é um bocadinho nosso.
"Porto, Porto, Porto, Porto
Porto, Porto, Porto, Porto
Porto, Porto..."
Futebol Clube do Porto. O amor que nos une, o ideal que nos move. Um emblema único para quem o sente, inexplicável para quem o odeia. "O Porto é nosso" gritou-se em Penafiel. E o campeonato também.
"Quando alguém se atrever a sufocar
O grito audaz da tua ardente voz
Oh, Oh, Porto, então verás vibrar
A multidão num grito só de todos nós..."
É hora de festejar. De esquecer tudo e gritar a uma só voz: "nós somos CAMPEÕES...". Para calar os outros, é verdade, mas sobretudo por nós. Porque somos portistas e CAMPEÕES (desculpem o pleonasmo) e não precisamos de nos incomodar com os outros. Somos do Porto e está tudo dito.
"Oh, campeão, o teu passado
É um livro de honra de vitórias sem igual
O teu brasão abençoado
Tem no teu Porto mais um arco triunfal
Porto, Porto, Porto, Porto
Porto, Porto, Porto, Porto
Porto, Porto!"
P.S. Apesar de ter sido o post que mais gostei de escrever, desculpem estar repetitivo e não dizer nada de jeito, mas sinceramente não escrevi isto a pensar "espero que gostem" porque a única coisa que consigo pensar neste momento é: CAMPEÕES, CAMPEÕES, NÓS SOMOS CAMPEÕES...
Diz à gente o que é ser nobre e leal..."
Nobre e leal: é assim que me sinto.
Nobre porque o meu clube é CAMPEÃO. Sim, C-A-M-P-E-Ã-O. E se nos meus 19 anos de vida isto até é uma coisa normal, também é verdade que nunca me canso disto.
Num jogo que não foi nada de especial, o Porto ganhou e tornou-se CAMPEÃO. Por mérito próprio e sem sombra de dúvidas, porque os nossos rapazes também foram nobres.
E também me sinto leal porque não lhes falhei. Mesmo demasiado crítica por vezes, estive quase sempre lá.
"Teu pendão leva o escudo da cidade
Que na história deu o nome a Portugal..."
E como fica bonita a Invicta nestas noites. Se em Penafiel a festa já foi muita (a GNR que o diga), chegar ao Porto e ver tanto azul foi divinal. Não fui ao Dragão e muito menos aos Aliados (só gosto de comemorações nas bancadas), mas a noite teve que acabar na Ribeira.
"Oh campeão, o teu passado
É um livro de honras de vitórias sem igual..."
21 campeonatos, 12 Taças, 13 Supertaças, 1 Taça dos Campeões Europeus, 1 Liga dos Campeões, 1 Taça UEFA, 1 Supertaça Europeia, 2 Taças Intercontinentais... Mas não me canso. C-A-M-P-E-Õ-E-S. E como disse uma senhora para um canal qualquer: para o ano é para o Penta(!).
"O teu brasão abençoado
Tem no teu Porto mais um arco triunfal..."
E porque os grandes CAMPEÕES são-no contra tudo e contra todos, tenho que dar o braço a torcer e reconhecer que a nossa equipa técnica e os nossos jogadores merecem a festa que fizeram (ver o Adriano em cuecas foi uma visão do inferno, mas pronto).
Mas porque na bancada também nós somos grandes CAMPEÕES (à excepção de um ou outro acéfalo), para o ano aquele escudo também é um bocadinho nosso.
"Porto, Porto, Porto, Porto
Porto, Porto, Porto, Porto
Porto, Porto..."
Futebol Clube do Porto. O amor que nos une, o ideal que nos move. Um emblema único para quem o sente, inexplicável para quem o odeia. "O Porto é nosso" gritou-se em Penafiel. E o campeonato também.
"Quando alguém se atrever a sufocar
O grito audaz da tua ardente voz
Oh, Oh, Porto, então verás vibrar
A multidão num grito só de todos nós..."
É hora de festejar. De esquecer tudo e gritar a uma só voz: "nós somos CAMPEÕES...". Para calar os outros, é verdade, mas sobretudo por nós. Porque somos portistas e CAMPEÕES (desculpem o pleonasmo) e não precisamos de nos incomodar com os outros. Somos do Porto e está tudo dito.
"Oh, campeão, o teu passado
É um livro de honra de vitórias sem igual
O teu brasão abençoado
Tem no teu Porto mais um arco triunfal
Porto, Porto, Porto, Porto
Porto, Porto, Porto, Porto
Porto, Porto!"
P.S. Apesar de ter sido o post que mais gostei de escrever, desculpem estar repetitivo e não dizer nada de jeito, mas sinceramente não escrevi isto a pensar "espero que gostem" porque a única coisa que consigo pensar neste momento é: CAMPEÕES, CAMPEÕES, NÓS SOMOS CAMPEÕES...
21 abril, 2006
Links
Como já devem ter reparado, aqui ao lado têm ao vosso dispôr mais 2 links.
O primeiro, o 4º árbitro, é um projecto que se enquadra num outro projecto ainda maior do meu curso. Embora as emissões sejam ainda experimentais (e, por isso mesmo, só haja uma actualização semanal), já podem encontrar trabalhos bem interessantes.
O outro é o blog do GMU, cujas histórias recomendo aos mais interessados e cujas fotos desaconselho aos mais sensíveis.
Aproveitem. Ou não.
O primeiro, o 4º árbitro, é um projecto que se enquadra num outro projecto ainda maior do meu curso. Embora as emissões sejam ainda experimentais (e, por isso mesmo, só haja uma actualização semanal), já podem encontrar trabalhos bem interessantes.
O outro é o blog do GMU, cujas histórias recomendo aos mais interessados e cujas fotos desaconselho aos mais sensíveis.
Aproveitem. Ou não.
Penafiel, o título e os bilhetes
É já amanhã. Vamos a Penafiel e podemos assistir à consagração dos nossos campeões. Mas gostaria de lembrar que, apesar do Penafiel estar "morto", em 90 minutos tudo pode acontecer e, por isso, há que pôr a hipótese do Porto não ganhar e só festejarmos para a semana.
Amanhã ou depois, o título está aí à porta. É impossível conseguir pensar noutra coisa. Até nós que já ganhámos tudo o que há para ganhar estamos noutra dimensão.
E em jogo que pode dar campeão, já sabemos como funciona. De um lado, exploram-se os adeptos para fazer a receita de uma época; do outro toda a gente se lembra de repente que é adepto do Porto e decide ir à bola.
Ora bem, se do lado do Penafiel nem nos podemos queixar muito (20 e 40 euros já não me parecem mal!...), do lado do Porto foi o costume. Chegam 3 mil e tal bilhetes à Invicta, vendem-se uns 2500 aos adeptos e está feito.
O que me custa mais, sinceramente, é ver que nestas alturas toda a gente adora ir ao futebol.
As claques do FCPorto parecem estar bem "artilhadas". Parece fácil arranjar bilhetes...
P.S. Se vão comentar isto, por favor tenham um bocado de cabecinha, que foi coisa que não houve muito no último post.
Amanhã ou depois, o título está aí à porta. É impossível conseguir pensar noutra coisa. Até nós que já ganhámos tudo o que há para ganhar estamos noutra dimensão.
E em jogo que pode dar campeão, já sabemos como funciona. De um lado, exploram-se os adeptos para fazer a receita de uma época; do outro toda a gente se lembra de repente que é adepto do Porto e decide ir à bola.
Ora bem, se do lado do Penafiel nem nos podemos queixar muito (20 e 40 euros já não me parecem mal!...), do lado do Porto foi o costume. Chegam 3 mil e tal bilhetes à Invicta, vendem-se uns 2500 aos adeptos e está feito.
O que me custa mais, sinceramente, é ver que nestas alturas toda a gente adora ir ao futebol.
As claques do FCPorto parecem estar bem "artilhadas". Parece fácil arranjar bilhetes...
P.S. Se vão comentar isto, por favor tenham um bocado de cabecinha, que foi coisa que não houve muito no último post.
18 abril, 2006
A todos
Tendo em conta os últimos dias em termos de notícias desportivas e programas dedicados ao futebol, tenho uma simples pergunta a fazer: o que é que é mais importante? O campeonato nacional ou o campeonato da 2ª circular?
A avaliar pelo destaque que dão ao segundo, juro que já estou com dúvidas.
A avaliar pelo destaque que dão ao segundo, juro que já estou com dúvidas.
16 abril, 2006
FCPORTO 1 - leiria 0
Mais 3 pontos rumo ao título.
Não foi um jogo bonito mas ainda assim foi bom de ver finalmente uma equipa que não se fechou totalmente no Dragão.
De salientar apenas a grande exibição do Paulo Assunção (que jogador que ele se fez!), os aplausos ao mister depois de uma semana catastrófica e a expulsão injusta da nossa estrela argentina.
Nas bancadas, os adeptos fizeram as pazes. No Dragão reina agora a euforia pelo título que está farto de bater à porta.
Nesta jornada, os lagartos encostaram na Reboleira e fizeram com que o título possa passar já por Penafiel. Nós bem tentámos que isto desse pica, mas eles insistem para nós resolvermos isto cedo... Que chatice!
Já os lampiões venceram no Bessa e aproximaram-se do 2º lugar. Cheira-me que este ano vamos ter novamente um certo clube quase campeão a terminar em 3º.
Lá para baixo, o Vitória lá venceu mas a luta continua. Académica e Gil Vicente lá ganharam e os próximos 9 pontos parecem bastante apetitosos.
Sabem o que vos tenho a dizer? Que esta crónica não diz nada de jeito. Mas sabem que mais? Não quero saber, porque está quase, quase, quase...
Não foi um jogo bonito mas ainda assim foi bom de ver finalmente uma equipa que não se fechou totalmente no Dragão.
De salientar apenas a grande exibição do Paulo Assunção (que jogador que ele se fez!), os aplausos ao mister depois de uma semana catastrófica e a expulsão injusta da nossa estrela argentina.
Nas bancadas, os adeptos fizeram as pazes. No Dragão reina agora a euforia pelo título que está farto de bater à porta.
Nesta jornada, os lagartos encostaram na Reboleira e fizeram com que o título possa passar já por Penafiel. Nós bem tentámos que isto desse pica, mas eles insistem para nós resolvermos isto cedo... Que chatice!
Já os lampiões venceram no Bessa e aproximaram-se do 2º lugar. Cheira-me que este ano vamos ter novamente um certo clube quase campeão a terminar em 3º.
Lá para baixo, o Vitória lá venceu mas a luta continua. Académica e Gil Vicente lá ganharam e os próximos 9 pontos parecem bastante apetitosos.
Sabem o que vos tenho a dizer? Que esta crónica não diz nada de jeito. Mas sabem que mais? Não quero saber, porque está quase, quase, quase...
11 abril, 2006
Uma vénia à CD da Liga
Se a proximidade do título nos levou até às nuvens, onde o futebol nos parece perfeito e justo, cedo se aplicaram em trazer-nos de volta à Terra, onde o futebol não é assim tão perfeito e muito menos justo.
Lembram-se dos sumaríssimos? Sim, aqueles processos que andavam no esquecimento da Comissão Disciplinar da Liga. Pois é, voltaram.
Quaresma e Briguel foram os alvos. O primeiro por uma entrada muito feia sobre Tonel (onde este, aproveitando a aproximação da Páscoa, nos mostrou como é possível morrer e rescuscitar logo a seguir sem ser preciso ser Jesus Cristo) e o segundo por uma estalada a Miccoli. Foram realmente dois momentos futebolísticos muito feios e não é isso que está aqui em causa. O que eu quero que vejam é que não deixa de ser curioso os sumaríssimos serem sempre aplicados aos mesmos. É impressionante. É que nem disfarçam.
Escusado será dizer que entradas como a do Quaresma há às 10 por jornada, que até há bem pior e que passa tudo imune. Escusado será também dizer que se se fosse a punir com suspensões todos os jogadores que fazem cenas daquelas, seria muito complicado para algumas equipas. Escusado será dizer que é o Quaresma e eu estou-me bem a cagar para ele. Mas porra, já nos deixavam em paz, não?
O Bosingwa apanhou um jogo por 1 vermelho que se seguiu a 2 amarelos mal mostrados. Sá Pinto apanhou um jogo por 1 vermelho que se seguiu a 2 amarelos que deviam ser vermelhos. Isto é realmente brilhante.
A conclusão disto tudo é que o Petit é um gajo cheio de sorte.
Lembram-se dos sumaríssimos? Sim, aqueles processos que andavam no esquecimento da Comissão Disciplinar da Liga. Pois é, voltaram.
Quaresma e Briguel foram os alvos. O primeiro por uma entrada muito feia sobre Tonel (onde este, aproveitando a aproximação da Páscoa, nos mostrou como é possível morrer e rescuscitar logo a seguir sem ser preciso ser Jesus Cristo) e o segundo por uma estalada a Miccoli. Foram realmente dois momentos futebolísticos muito feios e não é isso que está aqui em causa. O que eu quero que vejam é que não deixa de ser curioso os sumaríssimos serem sempre aplicados aos mesmos. É impressionante. É que nem disfarçam.
Escusado será dizer que entradas como a do Quaresma há às 10 por jornada, que até há bem pior e que passa tudo imune. Escusado será também dizer que se se fosse a punir com suspensões todos os jogadores que fazem cenas daquelas, seria muito complicado para algumas equipas. Escusado será dizer que é o Quaresma e eu estou-me bem a cagar para ele. Mas porra, já nos deixavam em paz, não?
O Bosingwa apanhou um jogo por 1 vermelho que se seguiu a 2 amarelos mal mostrados. Sá Pinto apanhou um jogo por 1 vermelho que se seguiu a 2 amarelos que deviam ser vermelhos. Isto é realmente brilhante.
A conclusão disto tudo é que o Petit é um gajo cheio de sorte.
O clássico na TV
Hoje estive a ver o jogo na televisão e não podia deixar de acrescentar algumas notas.
Em primeiro lugar, façamos uma vénia colectiva a esse grande comentador do panorama televisivo português que é o Manuel Fernandes. Já está? Pronto, comecemos então.
Ora bem, ver o jogo na TV deu-me uma ideia diferente do clássico. No wc não me apercebi que o sportem foi roubadíssimo. Ah pois é!! Eu sou uma gaja sincera e sei admitir estas cenas! Pelo menos a julgar pelas constantes quedas dos jogadores do sportem e pelos respectivos pedidos dos adeptos, aquilo foi o maior roubo da época. Ai, esta gente já aprendia a ver futebol de uma maneira decente. É impressionante. Os jogadores são ensinados a passar a vida no chão e os adeptos convencem-se mesmo que aquilo é futebol e que tudo é falta, tudo está contra eles. No Dragão não há disto, não percebo.
Bem, mas lindo foi ouvir esse grande treinador de seu nome Manuel Fernandes (nova vénia sff). Que ele é isento e imparcial já todos sabíamos, mas ele teve tiradas brilhantes:
- "o Ricardo está a ser o melhor jogador em campo" - ok, só isto já tem piada, mas ele apercebeu-se que isso quereria dizer que o Porto estava a massacrar e remediou logo: "quer dizer, não é que o Porto esteja a atacar muito, mas pronto". Lindo!
- após uma falta dura sobre um jogador do Porto: "pronto, é falta. Mas tambéeeeeem não é assiiiim uma grande falta".
E por aí fora (quero ir dormir e não me apetece escrever muito mais).
Mas bonito foi ele falar o jogo todo e calar-se após os 85 minutos. Não percebi...
Mas o melhor foi sem dúvida as imagens das caras dos lagartos que passaram a seguir ao golo. Epa, aquele realizador é mais cruel do que eu. Mas que tolas, jesus! A tirada mais brilhante foi de um amigo: "são imagens de arquivo?" LOL
Fiquem bem e viva o sportem (mais uma vénia ao Manuel Fernandes sff)
Em primeiro lugar, façamos uma vénia colectiva a esse grande comentador do panorama televisivo português que é o Manuel Fernandes. Já está? Pronto, comecemos então.
Ora bem, ver o jogo na TV deu-me uma ideia diferente do clássico. No wc não me apercebi que o sportem foi roubadíssimo. Ah pois é!! Eu sou uma gaja sincera e sei admitir estas cenas! Pelo menos a julgar pelas constantes quedas dos jogadores do sportem e pelos respectivos pedidos dos adeptos, aquilo foi o maior roubo da época. Ai, esta gente já aprendia a ver futebol de uma maneira decente. É impressionante. Os jogadores são ensinados a passar a vida no chão e os adeptos convencem-se mesmo que aquilo é futebol e que tudo é falta, tudo está contra eles. No Dragão não há disto, não percebo.
Bem, mas lindo foi ouvir esse grande treinador de seu nome Manuel Fernandes (nova vénia sff). Que ele é isento e imparcial já todos sabíamos, mas ele teve tiradas brilhantes:
- "o Ricardo está a ser o melhor jogador em campo" - ok, só isto já tem piada, mas ele apercebeu-se que isso quereria dizer que o Porto estava a massacrar e remediou logo: "quer dizer, não é que o Porto esteja a atacar muito, mas pronto". Lindo!
- após uma falta dura sobre um jogador do Porto: "pronto, é falta. Mas tambéeeeeem não é assiiiim uma grande falta".
E por aí fora (quero ir dormir e não me apetece escrever muito mais).
Mas bonito foi ele falar o jogo todo e calar-se após os 85 minutos. Não percebi...
Mas o melhor foi sem dúvida as imagens das caras dos lagartos que passaram a seguir ao golo. Epa, aquele realizador é mais cruel do que eu. Mas que tolas, jesus! A tirada mais brilhante foi de um amigo: "são imagens de arquivo?" LOL
Fiquem bem e viva o sportem (mais uma vénia ao Manuel Fernandes sff)
09 abril, 2006
sporting 0 - FCPORTO 1
"Hoje eu sou mais forte que os deuses
Mais certeiro que a morte
Estou por cima da queda
Mais seguro que a sorte
Sou o universo inteiro a sorrir
- Bom dia!"
:)
O antes:
Escusado será dizer que pouco dormi na véspera. Só pensava no porquê de me sentir assim tão confiante para um clássico. Ah, era contra o sportem e era decisivo :)
Pela minha cabeça passaram mil maneiras de ganhar, mil hipotéticos golos e, claro, muitas possíveis tolas dos lagartos.
A vitória estava ali tão perto... Parecia-me tudo tão simples e lógico...
A ida:
Partimos às 14.30. Na A1 fiquei surpreendida pela quantidade de vimaranenses a caminho de Leiria. São realmente únicos! Mas mais surpreendida fiquei com as demonstrações de incentivo que trocámos. Não nos sabia tão amigos lol
1ª paragem: Pombal. Poucos portistas, muitos lagartos do Norte (nem sabia que esta espécie existia) e preto e branco por todo o lado. Estranhei a calma numa mistura tão explosiva mas os olhares não enganavam ninguém. Bonito momento quando os vimaranenses, que controlavam o parque das camionetas, deixaram parar uma camioneta dos Super e, todos juntos, impediram uma camioneta da JL de parar. Posso dizer que assisti a uma rara demonstração de união nortenha. Coitados dos lagartos.
À passagem de Leiria, a A1 ficou apenas azul e verde. Curiosamente, a lagartada passava maioritariamente em Audis e BMWs. É a elite. Mas não deixam de ser lagartos.
O cortejo:
2ª paragem: Alverca - o ponto de encontro habitual. Agora sim, vejo o azul que tinha vindo. Ainda me questionei como é que aquilo eram só 2500 pessoas, mas cedo percebi que há muitas maneiras de se ir à bola sem se comprar bilhete. Shhh...
"Até os comemos" eram as palavras de ordem. Foi o reencontrar de caras confiantes na equipa. Sevilha e Gelsenkirchen passaram-me num flash.
Seguimos o cortejo das camionetas e logo nos deparámos com a incompetência do costume. Mais uma grande volta e um senhor que devia estar muito nervoso para o jogo foram superados e lá estávamos nós a meia dúzia de passos do WC ou, neste caso, da vitória.
O cortejo a pé demorou 5 minutos (nada mau, ainda equacionamos porem-nos às voltas ao estádio até à hora do jogo). Os lagartos à nossa volta olhavam com cara de nojo para a ralé do futebol. Nem insultavam, nem gesticulavam, nada. É a elite. Ou então já se habituaram aos momentos decisivos :)
À entrada, alguns problemas com os senhores do costume mas nada demais. Quase não fui revistada, a polícia nem me tocou no nó do cachecol. Estava ganho.
O jogo:
Entrámos cedo, o que deu para pensar um bocado. "Esta merda é mesmo feia" era o que mais me vinha à cabeça. Estava estranhamente calma, algo me dizia que ia viver mais um momento inesquecível. Mas não era aquele inesquecível à lagarto - tipo final da UEFA de 2005 -, era aquele inesquecível à ralé do futebol - tipo final da UEFA de 2003. Sim, sou cruel.
Os lagartos eram já muitos e começaram a entoar aquele "SPÓOOOORTEM" que eu adoro. Até que o gajo que põe música decide pôr o "cheira bem, cheira a lisboa" e eles ficaram malucos, tipo a Maria José Valério quando vai aos programas do Goucha. Nós calámo-nos: "no fim fazemos as contas".
Logo a seguir o mesmo gajo põe o clássico "Barcelona". Até achei piada, mas mais piada achei ao dar por mim a pensar se sabia o hino do CSKA.
Aquecimento e algumas surpresas: Adriano no banco, Lisandro a titular e Jorginho mais uma vez. Ao meu lado, começaram logo alguns super entendidos em futebol a passarem-se. Eu aconselhei calma e até brinquei dizendo que iríamos ganhar com um golo do Jorginho (estava a ser o mais insultado). E note-se que eu estava mesmo a brincar!
Entram as equipas e o estádio está verde (belo efeito das coreografias). Mas o cantinho azul está mais calmo e sorridente.
Começa o jogo, ou seja, começa o baile de bola e de curva. Há quem diga que o jogo foi feio e que eu exagero nestas palavras. Sinceramente, pareceu-me lindo. Porque só vi uma equipa a jogar e a tentar ganhar. Como eu anunciei, o sportem não tem qualidade para se impôr, não é melhor, e cedo se viu quem ia dominar aquilo. Nas bancadas também cedo percebemos que aquilo podia ser tudo nosso.
Conforme os minutos iam passando já não sei se éramos nós a abafar alvalade puxando pelos jogadores ou se eram os jogadores a calar alvalade puxando por nós.
Mas que senhores que eles foram ontem! E se já tinham reparado que eu já tinha dado o benefício da dúvida a Adriaanse, ontem apeteceu-me esmurrar os que o insultaram quando tirou o Quaresma (que ontem esteve mais preocupado em vingar-se da lagartagem do que com o Porto... Enfim, é o Quaresma) quando este até já podia estar nos balneários mais cedo.
Ainda estava 0-0 e parecia que estávamos a dar 3. Eles calados e nós malucos. Mas que adeptos que nós fomos ontem!
Minuto 85: Jorginho dá-nos motivos para um dos maiores festejos de sempre. Não sei durante quantos minutos estivemos aos saltos, aos abraços e quase, quase a chorar de alegria. Que saudades deste Porto!
Nem deu para sofrer. Eles não chegam para nós. Foi duplamente lindo: por nos sentirmos novamente um Porto de títulos e por ver a cara deles, resignados à condição de lagartos.
Brindámo-los com uma prenda que estava bem guardada: um "cheira a merda, cheira a lisboa" a plenos pulmões seguido de uns tímidos "campeões, campeões...". Eu não consegui cantar isto. Apesar de andar estranhamente optimista, ainda sou racional ao ponto de me guardar para a consagração.
Os jogadores vêm festejar connosco e até Adriaanse é aplaudido. Desta vez nem vou fazer a apreciação deles. Para mim, ontem foram todos perfeitos. Há alturas em que nem se deve ver os erros.
Sozinhos no WC fizemos aquilo que toda a gente faz: cagámos nos lagartos. Era hora de cantar pelo Porto. E também de olhar para o telemóvel que estava cheio de mensagens. Amigos portistas extasiados e amigos lampiões a dar os parabéns (uns mais directos, outros nem tanto). Lagartos? Não conheço. Mas é pena.
A saída foi calma e divertida como é sempre que se ganha. Revelei que se naquela altura me perguntassem quem é o melhor jogador do mundo eu respondia sem vergonha: Jorginho! O futebol tem cenas brilhantes.
O regresso:
No trânsito lisboeta ainda tivemos tempo de agradecer aos lagartos a hospitalidade.
Na A8, ainda tive que mandar para casa uns JL que estavam com uma cabeça estranhamente grande (vá-se lá saber porquê). Ser lagarto deve ser uma cena mesmo triste lol
A outra paragem foi na Mealhada, onde um mar de azul comia sandes enquanto os verdes eram agora um ou outro com cara de... lagarto, pronto.
Às 2 e tal já estava em casa mas não conseguia dormir.
O depois:
A noite tinha de acabar na Ribeira, que ontem me pareceu ainda mais bonita, ainda mais minha. Porque a minha cidade é única e porque o nosso (meu e da cidade) clube é o melhor. E porque o Porto tem personagens únicas, como o bêbedo que só conseguia dizer as palavras "Porto", "Jorginho" e "campeões".
Dormi maravilhosamente bem e agora estou aqui a escrever isto. Porque embora só quem lá esteve saiba como me sinto, o futebol une-nos e todos sabem o que isto é. Mesmo os lagartos, coitados.
Mais certeiro que a morte
Estou por cima da queda
Mais seguro que a sorte
Sou o universo inteiro a sorrir
- Bom dia!"
:)
O antes:
Escusado será dizer que pouco dormi na véspera. Só pensava no porquê de me sentir assim tão confiante para um clássico. Ah, era contra o sportem e era decisivo :)
Pela minha cabeça passaram mil maneiras de ganhar, mil hipotéticos golos e, claro, muitas possíveis tolas dos lagartos.
A vitória estava ali tão perto... Parecia-me tudo tão simples e lógico...
A ida:
Partimos às 14.30. Na A1 fiquei surpreendida pela quantidade de vimaranenses a caminho de Leiria. São realmente únicos! Mas mais surpreendida fiquei com as demonstrações de incentivo que trocámos. Não nos sabia tão amigos lol
1ª paragem: Pombal. Poucos portistas, muitos lagartos do Norte (nem sabia que esta espécie existia) e preto e branco por todo o lado. Estranhei a calma numa mistura tão explosiva mas os olhares não enganavam ninguém. Bonito momento quando os vimaranenses, que controlavam o parque das camionetas, deixaram parar uma camioneta dos Super e, todos juntos, impediram uma camioneta da JL de parar. Posso dizer que assisti a uma rara demonstração de união nortenha. Coitados dos lagartos.
À passagem de Leiria, a A1 ficou apenas azul e verde. Curiosamente, a lagartada passava maioritariamente em Audis e BMWs. É a elite. Mas não deixam de ser lagartos.
O cortejo:
2ª paragem: Alverca - o ponto de encontro habitual. Agora sim, vejo o azul que tinha vindo. Ainda me questionei como é que aquilo eram só 2500 pessoas, mas cedo percebi que há muitas maneiras de se ir à bola sem se comprar bilhete. Shhh...
"Até os comemos" eram as palavras de ordem. Foi o reencontrar de caras confiantes na equipa. Sevilha e Gelsenkirchen passaram-me num flash.
Seguimos o cortejo das camionetas e logo nos deparámos com a incompetência do costume. Mais uma grande volta e um senhor que devia estar muito nervoso para o jogo foram superados e lá estávamos nós a meia dúzia de passos do WC ou, neste caso, da vitória.
O cortejo a pé demorou 5 minutos (nada mau, ainda equacionamos porem-nos às voltas ao estádio até à hora do jogo). Os lagartos à nossa volta olhavam com cara de nojo para a ralé do futebol. Nem insultavam, nem gesticulavam, nada. É a elite. Ou então já se habituaram aos momentos decisivos :)
À entrada, alguns problemas com os senhores do costume mas nada demais. Quase não fui revistada, a polícia nem me tocou no nó do cachecol. Estava ganho.
O jogo:
Entrámos cedo, o que deu para pensar um bocado. "Esta merda é mesmo feia" era o que mais me vinha à cabeça. Estava estranhamente calma, algo me dizia que ia viver mais um momento inesquecível. Mas não era aquele inesquecível à lagarto - tipo final da UEFA de 2005 -, era aquele inesquecível à ralé do futebol - tipo final da UEFA de 2003. Sim, sou cruel.
Os lagartos eram já muitos e começaram a entoar aquele "SPÓOOOORTEM" que eu adoro. Até que o gajo que põe música decide pôr o "cheira bem, cheira a lisboa" e eles ficaram malucos, tipo a Maria José Valério quando vai aos programas do Goucha. Nós calámo-nos: "no fim fazemos as contas".
Logo a seguir o mesmo gajo põe o clássico "Barcelona". Até achei piada, mas mais piada achei ao dar por mim a pensar se sabia o hino do CSKA.
Aquecimento e algumas surpresas: Adriano no banco, Lisandro a titular e Jorginho mais uma vez. Ao meu lado, começaram logo alguns super entendidos em futebol a passarem-se. Eu aconselhei calma e até brinquei dizendo que iríamos ganhar com um golo do Jorginho (estava a ser o mais insultado). E note-se que eu estava mesmo a brincar!
Entram as equipas e o estádio está verde (belo efeito das coreografias). Mas o cantinho azul está mais calmo e sorridente.
Começa o jogo, ou seja, começa o baile de bola e de curva. Há quem diga que o jogo foi feio e que eu exagero nestas palavras. Sinceramente, pareceu-me lindo. Porque só vi uma equipa a jogar e a tentar ganhar. Como eu anunciei, o sportem não tem qualidade para se impôr, não é melhor, e cedo se viu quem ia dominar aquilo. Nas bancadas também cedo percebemos que aquilo podia ser tudo nosso.
Conforme os minutos iam passando já não sei se éramos nós a abafar alvalade puxando pelos jogadores ou se eram os jogadores a calar alvalade puxando por nós.
Mas que senhores que eles foram ontem! E se já tinham reparado que eu já tinha dado o benefício da dúvida a Adriaanse, ontem apeteceu-me esmurrar os que o insultaram quando tirou o Quaresma (que ontem esteve mais preocupado em vingar-se da lagartagem do que com o Porto... Enfim, é o Quaresma) quando este até já podia estar nos balneários mais cedo.
Ainda estava 0-0 e parecia que estávamos a dar 3. Eles calados e nós malucos. Mas que adeptos que nós fomos ontem!
Minuto 85: Jorginho dá-nos motivos para um dos maiores festejos de sempre. Não sei durante quantos minutos estivemos aos saltos, aos abraços e quase, quase a chorar de alegria. Que saudades deste Porto!
Nem deu para sofrer. Eles não chegam para nós. Foi duplamente lindo: por nos sentirmos novamente um Porto de títulos e por ver a cara deles, resignados à condição de lagartos.
Brindámo-los com uma prenda que estava bem guardada: um "cheira a merda, cheira a lisboa" a plenos pulmões seguido de uns tímidos "campeões, campeões...". Eu não consegui cantar isto. Apesar de andar estranhamente optimista, ainda sou racional ao ponto de me guardar para a consagração.
Os jogadores vêm festejar connosco e até Adriaanse é aplaudido. Desta vez nem vou fazer a apreciação deles. Para mim, ontem foram todos perfeitos. Há alturas em que nem se deve ver os erros.
Sozinhos no WC fizemos aquilo que toda a gente faz: cagámos nos lagartos. Era hora de cantar pelo Porto. E também de olhar para o telemóvel que estava cheio de mensagens. Amigos portistas extasiados e amigos lampiões a dar os parabéns (uns mais directos, outros nem tanto). Lagartos? Não conheço. Mas é pena.
A saída foi calma e divertida como é sempre que se ganha. Revelei que se naquela altura me perguntassem quem é o melhor jogador do mundo eu respondia sem vergonha: Jorginho! O futebol tem cenas brilhantes.
O regresso:
No trânsito lisboeta ainda tivemos tempo de agradecer aos lagartos a hospitalidade.
Na A8, ainda tive que mandar para casa uns JL que estavam com uma cabeça estranhamente grande (vá-se lá saber porquê). Ser lagarto deve ser uma cena mesmo triste lol
A outra paragem foi na Mealhada, onde um mar de azul comia sandes enquanto os verdes eram agora um ou outro com cara de... lagarto, pronto.
Às 2 e tal já estava em casa mas não conseguia dormir.
O depois:
A noite tinha de acabar na Ribeira, que ontem me pareceu ainda mais bonita, ainda mais minha. Porque a minha cidade é única e porque o nosso (meu e da cidade) clube é o melhor. E porque o Porto tem personagens únicas, como o bêbedo que só conseguia dizer as palavras "Porto", "Jorginho" e "campeões".
Dormi maravilhosamente bem e agora estou aqui a escrever isto. Porque embora só quem lá esteve saiba como me sinto, o futebol une-nos e todos sabem o que isto é. Mesmo os lagartos, coitados.
04 abril, 2006
As outras faces do clássico
É inevitável falar-se do árbitro quando se antecipa um clássico. E este não vai ter uma pessoa que já é parte integrante dos jogos entre sporting e Porto e que já se sabe para que lado cai sempre: Lucílio Baptista.
É uma vantagem para o Porto, porque as arbitragens deste senhor quando envolve o Porto já são brilhantes, então quando ainda por cima mete o sportem é de bradar aos céus.
Mas claro, enganaram-se os que, tal como eu, pensaram que iria ser escolhido um daqueles que não causa grande polémica: Pedro Henriques, o único que acho ser digno deste jogo (embora no passado fim-de-semana me tenha desiludido imenso...), João Ferreira, António Costa, daqueles neutros, que ninguém gosta mas que também ninguém critica muito.
Mas não. O árbitro nomeado (relembro: nomeado) para o clássico é Pedro Proença. Sim, aquele que toda a gente sabe que é péssimo e que tem o dom de estragar jogos. O "espectáculo" está garantido. Depois queixam-se da falta de credibilidade da arbitragem portuguesa.
Passando para assuntos bem mais interessantes, falemos de bancadas.
Do lado dos lagartos, Juve Leo, Directivo, Torcida, Brigada e todos os mil grupos que apoiam o sportem estarão, certamente, em maioria. Deles se espera um grande apoio (embora se saiba que as divisões em casa só prejudicam os próprios, porque quando se juntam fora arrasam) e coreografias pelo menos originais (coisa que para aqueles lados é anormalmente invulgar...).
Do nosso lado, Super Dragões e Colectivo chegam a alvalade abalados pela questão dos bilhetes que já vos divulguei, mas com uma força como há muito não se via ser tão constante.
Espero sinceramente que os 2 lados estejam à altura do jogo e de preferência que a polícia não se "entusiasme" outra vez.
É uma vantagem para o Porto, porque as arbitragens deste senhor quando envolve o Porto já são brilhantes, então quando ainda por cima mete o sportem é de bradar aos céus.
Mas claro, enganaram-se os que, tal como eu, pensaram que iria ser escolhido um daqueles que não causa grande polémica: Pedro Henriques, o único que acho ser digno deste jogo (embora no passado fim-de-semana me tenha desiludido imenso...), João Ferreira, António Costa, daqueles neutros, que ninguém gosta mas que também ninguém critica muito.
Mas não. O árbitro nomeado (relembro: nomeado) para o clássico é Pedro Proença. Sim, aquele que toda a gente sabe que é péssimo e que tem o dom de estragar jogos. O "espectáculo" está garantido. Depois queixam-se da falta de credibilidade da arbitragem portuguesa.
Passando para assuntos bem mais interessantes, falemos de bancadas.
Do lado dos lagartos, Juve Leo, Directivo, Torcida, Brigada e todos os mil grupos que apoiam o sportem estarão, certamente, em maioria. Deles se espera um grande apoio (embora se saiba que as divisões em casa só prejudicam os próprios, porque quando se juntam fora arrasam) e coreografias pelo menos originais (coisa que para aqueles lados é anormalmente invulgar...).
Do nosso lado, Super Dragões e Colectivo chegam a alvalade abalados pela questão dos bilhetes que já vos divulguei, mas com uma força como há muito não se via ser tão constante.
Espero sinceramente que os 2 lados estejam à altura do jogo e de preferência que a polícia não se "entusiasme" outra vez.
Prognósticos só no fim
Há quem diga que no Sábado se joga o título; há quem diga que é um jogo que vale apenas 3 pontos e que depois ainda faltam mais 4 jornadas. Eu cá acho que se há "jogos do título" este é seguramente um deles, tal como o foi o benfica-ricardo do ano passado. Ok, ainda estão muitos pontos em jogo e tudo é possível, mas é inegável que estes 90 minutos podem decidir muita coisa.
E como eu gosto de começar sempre pelo pior, falemos do sportem.
A equipa treinada por Paulo Bento vem de uma série impressionante de 10 vitórias consecutivas e diz-se que vai embalada para o título.
Ora bem, que eles são bons e até merecem o lugar onde estão ninguém duvida. Que estão no seu pico de forma também é evidente. Mas sinceramente parece-me que os pintam melhores do que efectivamente são.
Vejamos o que é o sportem neste momento:
- uma confusão de dirigentes que apresentam demissões mas que se querem candidatar já a seguir
- um treinador que não tem habilitações nenhumas, que não fez nenhum milagre mas que é levado ao colo pelos media como já não se via há muito
- uma equipa que é muito boa, muito boa, mas que nem obrigada a ganhar é capaz de assumir as despesas do jogo e empurrar o adversário, seja ele qual for e que ganha vários jogos sem saber como ou com uma pequenita ajuda vinda de fora.
Ok, posso estar a desenhar um cenário demasiado negro (ou verde, que ainda é pior), mas até agora não disse nenhuma mentira.
Mas pronto, analisemos a equipa provável:
Ricardo - o melhor-guarda redes do mundo com os pés não faz asneira há muito tempo. Espero que ele me dedique algumas no Sábado.
Tonel e Polga - sinceramente, não vejo em nenhum dos 2 um grande valor individual, mas a verdade é que se têm portado muito bem.
Abel e Caneira - o Abel é bom, mas quando se entusiasma é capaz de nos dar alguma alegria; já o Caneira anda muito excitado, até parece lagarto desde pequenino.
Custódio, Moutinho e Carlos Martins - há quem chame a isto um grande meio-campo. O Custódio parece-me um jogador mediano; os outros 2 o que têm de classe também têm de estupidez.
Sá Pinto - o capitão parece um cão raivoso desde a luz. Já que é portista de coração pode ser que se acalme.
Deivid - este só joga contra nós.
Liedson - pode ser um grande palhaço, mas é um jogador como há poucos neste país. Muito cuidadinho que o que ele melhorou no paleio também melhorou na técnica.
Mesmo que se verifiquem algumas alterações, já todos sabemos como é que os verdes vão jogar: sem grandes atrevimentos, sem conseguirem assumir sequer que têm equipa para nos encostar (dizem eles...) e à espera dos nossos erros. É uma pena, podiam fazer melhor.
Sabem que isto de se querer ser campeão num ano atribulado como este não é só pôr um menino pseudo-humilde a treinar e 11 rapazitos a darem o seu melhor. É preciso levantar a cabeça e mostrar quem manda dentro do campo. E nos 2 Porto-sporting deste ano eu vi uma equipa a jogar e a outra a tentar não deixar a outra jogar à espera de um falhanço. Por acaso tanto num como noutro os falhanços infantis aconteceram e os lagartos lá enfiaram 2 golos, mas e se isso não acontece neste, como é? Bem, com a sorte deles eu já não digo nada.
Conclusão: espero que o sportem me surpreenda senão já sei que não vou ver um grande espectáculo.
Passemos ao meu Porto.
A equipa finalmente atingiu a regularidade que se desejava para a recta final da temporada.
O 3-3-4 que ainda nos deixa de pé atrás lá tem funcionado e é impossível criticar as últimas exibições.
Mas também todos sabemos que nos jogos decisivos a rapaziada vai-se abaixo. E se por um lado noto que os portistas estão algo receosos por causa disso, por outro sinto que estamos todos com uma fezada especial. Porque acreditamos que somos melhores, porque vemos melhor futebol que os lagartos, porque merecemos. Esperemos que eles correspondam.
3-3-4 ou 4-3-3? Adriaanse mantém-se firme ou cede? Eu aposto no 3-3-4.
Equipa provável:
Helton - já disse tudo o que penso sobre esta opção. Por mim, o Helton sentir-se-á muito apoiado em alvalade.
Pepe - um dos maiores sapos que engoli nos últimos tempos. Como é possível ele ter passado daquele Pepe que eu tanto gozei para este Pepe que me faz aplaudi-lo de pé? Impressionante.
Pedro Emanuel - passa mais despercebido, mas não deixo de lhe tirar o chapéu. Não deve ser fácil adaptar-se não só a um sistema totalmente diferente, como também a uma posição desconhecida.
Bosingwa - o ponto fraco da equipa, mas que tem estado anormalmente seguro nos últimos jogos.
Paulo Assunção e Raúl Meireles - os pilares da equipa. Há uns meses ninguém dava nada por eles, agora são heróis.
Lucho - a seguir à vitória do Porto, o meu maior desejo é que o argentino jogue. O melhor jogador da Liga tem que estar presente num jogo que pode decidir tudo. É a ponta do nosso meio-campo de Lucho!
Quaresma e Alan - o Quaresma é um milagre de Adriaanse, mas veremos como se porta na antiga casa. Eu trocava o Alan pelo Lisandro, mas não é mau de todo pôr o Alan a cansar os laterais para depois entrar alguém mais fresco.
Adriano e McCarthy - há quem diga que eles não marcam muitos golos, que eles não correm muito e que passam ao lado de alguns jogos. Eu acho que eles chegam para ganharmos.
Espero que o Porto seja inteligente e não se lance para cima do sportem. É tudo muito bonito, mas os jogos não se ganham por mérito. E se já vimos que os lagartos vão ficar à nossa espera, que tal "entregarmos-lhes" o jogo para ver do que eles são capazes? Gostava de os ver a jogar mesmo para ganhar. Se são melhores do que nós devem ser capazes disso, não?
Bem, a verdade é que na minha opinião eles são favoritos. Porque jogam em casa, porque estão num momento de forma muito bom e porque o Porto tem tendência a falhar nestes momentos. Mas nestas coisas já se sabe... Prognósticos só no fim do jogo.
E como eu gosto de começar sempre pelo pior, falemos do sportem.
A equipa treinada por Paulo Bento vem de uma série impressionante de 10 vitórias consecutivas e diz-se que vai embalada para o título.
Ora bem, que eles são bons e até merecem o lugar onde estão ninguém duvida. Que estão no seu pico de forma também é evidente. Mas sinceramente parece-me que os pintam melhores do que efectivamente são.
Vejamos o que é o sportem neste momento:
- uma confusão de dirigentes que apresentam demissões mas que se querem candidatar já a seguir
- um treinador que não tem habilitações nenhumas, que não fez nenhum milagre mas que é levado ao colo pelos media como já não se via há muito
- uma equipa que é muito boa, muito boa, mas que nem obrigada a ganhar é capaz de assumir as despesas do jogo e empurrar o adversário, seja ele qual for e que ganha vários jogos sem saber como ou com uma pequenita ajuda vinda de fora.
Ok, posso estar a desenhar um cenário demasiado negro (ou verde, que ainda é pior), mas até agora não disse nenhuma mentira.
Mas pronto, analisemos a equipa provável:
Ricardo - o melhor-guarda redes do mundo com os pés não faz asneira há muito tempo. Espero que ele me dedique algumas no Sábado.
Tonel e Polga - sinceramente, não vejo em nenhum dos 2 um grande valor individual, mas a verdade é que se têm portado muito bem.
Abel e Caneira - o Abel é bom, mas quando se entusiasma é capaz de nos dar alguma alegria; já o Caneira anda muito excitado, até parece lagarto desde pequenino.
Custódio, Moutinho e Carlos Martins - há quem chame a isto um grande meio-campo. O Custódio parece-me um jogador mediano; os outros 2 o que têm de classe também têm de estupidez.
Sá Pinto - o capitão parece um cão raivoso desde a luz. Já que é portista de coração pode ser que se acalme.
Deivid - este só joga contra nós.
Liedson - pode ser um grande palhaço, mas é um jogador como há poucos neste país. Muito cuidadinho que o que ele melhorou no paleio também melhorou na técnica.
Mesmo que se verifiquem algumas alterações, já todos sabemos como é que os verdes vão jogar: sem grandes atrevimentos, sem conseguirem assumir sequer que têm equipa para nos encostar (dizem eles...) e à espera dos nossos erros. É uma pena, podiam fazer melhor.
Sabem que isto de se querer ser campeão num ano atribulado como este não é só pôr um menino pseudo-humilde a treinar e 11 rapazitos a darem o seu melhor. É preciso levantar a cabeça e mostrar quem manda dentro do campo. E nos 2 Porto-sporting deste ano eu vi uma equipa a jogar e a outra a tentar não deixar a outra jogar à espera de um falhanço. Por acaso tanto num como noutro os falhanços infantis aconteceram e os lagartos lá enfiaram 2 golos, mas e se isso não acontece neste, como é? Bem, com a sorte deles eu já não digo nada.
Conclusão: espero que o sportem me surpreenda senão já sei que não vou ver um grande espectáculo.
Passemos ao meu Porto.
A equipa finalmente atingiu a regularidade que se desejava para a recta final da temporada.
O 3-3-4 que ainda nos deixa de pé atrás lá tem funcionado e é impossível criticar as últimas exibições.
Mas também todos sabemos que nos jogos decisivos a rapaziada vai-se abaixo. E se por um lado noto que os portistas estão algo receosos por causa disso, por outro sinto que estamos todos com uma fezada especial. Porque acreditamos que somos melhores, porque vemos melhor futebol que os lagartos, porque merecemos. Esperemos que eles correspondam.
3-3-4 ou 4-3-3? Adriaanse mantém-se firme ou cede? Eu aposto no 3-3-4.
Equipa provável:
Helton - já disse tudo o que penso sobre esta opção. Por mim, o Helton sentir-se-á muito apoiado em alvalade.
Pepe - um dos maiores sapos que engoli nos últimos tempos. Como é possível ele ter passado daquele Pepe que eu tanto gozei para este Pepe que me faz aplaudi-lo de pé? Impressionante.
Pedro Emanuel - passa mais despercebido, mas não deixo de lhe tirar o chapéu. Não deve ser fácil adaptar-se não só a um sistema totalmente diferente, como também a uma posição desconhecida.
Bosingwa - o ponto fraco da equipa, mas que tem estado anormalmente seguro nos últimos jogos.
Paulo Assunção e Raúl Meireles - os pilares da equipa. Há uns meses ninguém dava nada por eles, agora são heróis.
Lucho - a seguir à vitória do Porto, o meu maior desejo é que o argentino jogue. O melhor jogador da Liga tem que estar presente num jogo que pode decidir tudo. É a ponta do nosso meio-campo de Lucho!
Quaresma e Alan - o Quaresma é um milagre de Adriaanse, mas veremos como se porta na antiga casa. Eu trocava o Alan pelo Lisandro, mas não é mau de todo pôr o Alan a cansar os laterais para depois entrar alguém mais fresco.
Adriano e McCarthy - há quem diga que eles não marcam muitos golos, que eles não correm muito e que passam ao lado de alguns jogos. Eu acho que eles chegam para ganharmos.
Espero que o Porto seja inteligente e não se lance para cima do sportem. É tudo muito bonito, mas os jogos não se ganham por mérito. E se já vimos que os lagartos vão ficar à nossa espera, que tal "entregarmos-lhes" o jogo para ver do que eles são capazes? Gostava de os ver a jogar mesmo para ganhar. Se são melhores do que nós devem ser capazes disso, não?
Bem, a verdade é que na minha opinião eles são favoritos. Porque jogam em casa, porque estão num momento de forma muito bom e porque o Porto tem tendência a falhar nestes momentos. Mas nestas coisas já se sabe... Prognósticos só no fim do jogo.
03 abril, 2006
Bilhetinho mágico
Hoje de manhã, o FCPorto pôs à venda os bilhetes para o grande clássico do próximo Sábado. Mas desenganem-se aqueles que pensam que os sócios do Porto tiveram oportunidade de adquirir os cerca de 2500 ingressos que chegaram à SAD do clube.
Falou-se muito de bilhetes a 20 euros (que seria um preço anormalmente bom para um estádio onde já nos chularam 45 euros e onde ainda por cima se joga supostamente "o jogo do título") mas hoje foram muito poucos os ingressos vendidos nas bilheteiras a este preço. E porquê? Porque os administradores conhecem muita gente e porque a equipa tem muitos patrocínios. Conclusão: os de 20 euros foram todos para os "amigos" enquanto os meros e reles sócios se contentam com bilhetes a 50 e 60 euros. Muito bonito, sim senhor.
As claques do FCPorto vêem assim os seus objectivos bem dificultados e prevê-se já que seja a pior deslocação dos Ultras portistas à mouraria. Para quem odeia claques, se calhar vai ser bonito ver fatos e gravatas em vez de cachecóis e bandeiras.
Pois é meus caros, é assim que o nosso clube é gerido hoje em dia. E quando nós, sócios, somos trocados por estes "amigos" se calhar é sinal que o clube já não é mesmo nosso. Não estará na hora de abrirmos bem os olhos?
P.S. Quanto a mim, um de 20 euros já cá canta. Vivam as cunhas! . . .
Falou-se muito de bilhetes a 20 euros (que seria um preço anormalmente bom para um estádio onde já nos chularam 45 euros e onde ainda por cima se joga supostamente "o jogo do título") mas hoje foram muito poucos os ingressos vendidos nas bilheteiras a este preço. E porquê? Porque os administradores conhecem muita gente e porque a equipa tem muitos patrocínios. Conclusão: os de 20 euros foram todos para os "amigos" enquanto os meros e reles sócios se contentam com bilhetes a 50 e 60 euros. Muito bonito, sim senhor.
As claques do FCPorto vêem assim os seus objectivos bem dificultados e prevê-se já que seja a pior deslocação dos Ultras portistas à mouraria. Para quem odeia claques, se calhar vai ser bonito ver fatos e gravatas em vez de cachecóis e bandeiras.
Pois é meus caros, é assim que o nosso clube é gerido hoje em dia. E quando nós, sócios, somos trocados por estes "amigos" se calhar é sinal que o clube já não é mesmo nosso. Não estará na hora de abrirmos bem os olhos?
P.S. Quanto a mim, um de 20 euros já cá canta. Vivam as cunhas! . . .
FCPORTO 3 - gil vicente 0
À partida para este jogo o Porto estava, pela 1ª vez em muitas jornadas, em 2º lugar. Sendo assim, era obrigatório vencer. E, para chegarmos a alvalade com a moral em cima, era preciso também convencer. E assim foi.
Apesar do gil não ser propriamente um adversário difícil, muitas vezes é nestes jogos que se perdem campeonatos (ok, confesso que nos últimos tempos todos os adversários me parecem colossos e todos os jogos me parecem finais da liga dos campeões, mas enfim...).
A 1ª parte ficou marcada por um fora-de-jogo mal tirado a McCarthy quando este se isolava e pelo golo de Cech mesmo a fechar. A jogada que antecedeu este golo é qualquer coisa a não esquecer.
Na 2ª parte o Porto controlou e ainda conseguir marcar mais 2 golos. O 1º por Quaresma num penalty bem assinalado pelo árbitro e o 2º pelo recém entrado Ibson.
Nem foi preciso atirar a bandeira para o chão.
Nas bancadas, a salientar a grande assistência e, mais uma vez, a "correria" do Colectivo para arranjar lugar no próprio estádio.
Para a semana há clássico e está em jogo o título. Vamos em 1º e teremos que voltar em 1º senão... adeus campeonato.
Apesar do gil não ser propriamente um adversário difícil, muitas vezes é nestes jogos que se perdem campeonatos (ok, confesso que nos últimos tempos todos os adversários me parecem colossos e todos os jogos me parecem finais da liga dos campeões, mas enfim...).
A 1ª parte ficou marcada por um fora-de-jogo mal tirado a McCarthy quando este se isolava e pelo golo de Cech mesmo a fechar. A jogada que antecedeu este golo é qualquer coisa a não esquecer.
Na 2ª parte o Porto controlou e ainda conseguir marcar mais 2 golos. O 1º por Quaresma num penalty bem assinalado pelo árbitro e o 2º pelo recém entrado Ibson.
Nem foi preciso atirar a bandeira para o chão.
Nas bancadas, a salientar a grande assistência e, mais uma vez, a "correria" do Colectivo para arranjar lugar no próprio estádio.
Para a semana há clássico e está em jogo o título. Vamos em 1º e teremos que voltar em 1º senão... adeus campeonato.
02 abril, 2006
Eu não queria, mas...
... há que animar este blog.
guimarães-sporting, minuto 50: Polga derruba Saganowski na grande-área do sportem. Nada.
belenenses-benfica, minuto 77: mão de Manduca na grande-área do benfica. Nada.
Esta jornada está a correr bem.
guimarães-sporting, minuto 50: Polga derruba Saganowski na grande-área do sportem. Nada.
belenenses-benfica, minuto 77: mão de Manduca na grande-área do benfica. Nada.
Esta jornada está a correr bem.
30 março, 2006
Uma questão de balizas
No último jogo do FCPorto, Adriaanse optou por entregar a nossa baliza a Helton deixando Baía no banco.
Já para não falar nos incompetentes dos jornalistas e nos burros dos comentadores que ficaram "escandalizados" pela situação só para tentarem criar alguma instabilidade, chocou-me mesmo que alguns portistas não tenham percebido isto.
É que eu sei que os outros não percebem lá muito do que falam (ou o objectivo é mesmo chatear-nos e então sabem muito bem o que andam a fazer...), mas quando nós próprios entramos nesta conversa da treta fico preocupada.
Meus caros, parece-me evidente o seguinte: na pré-época, Adriaanse não conhecia os 2 jogadores, testou-os e escolheu Baía. Que ele é dono e senhor das nossas redes todos sabemos e o holandês viu isso e correspondeu. Basta ver que o nosso 99 foi titularíssimo até que... Adriaanse optou por outra táctica que, nem é preciso ele afirmá-lo para nós percebermos, se adapta melhor às características do Helton.
Ao dar a titularidade a Helton neste jogo, Adriaanse não nos está a dizer que ele é melhor do que o Baía nem está a "castigar" o número 99. Simplesmente o 3-3-4 precisa de um guarda-redes mais ao estilo do Helton. Parece-me tão evidente que não percebo a polémica.
Também não estou a querer dizer que já não quero saber do Baía. Isso nunca. Por mim, ele era sempre titular pelo jogador e sobretudo pelo portista com grande personalidade que é. Mas não é preciso perceber muito de futebol para ver que o Helton também é um brilhante guarda-redes e que se adapta melhor a esta táctica à qual nós próprios ainda não nos habituamos.
Há lugar para todos e o Baía sabe o que significa para nós, tal como sabe perfeitamente o que vale. Por isso, acho que ele próprio não está zangado com a situação, tal como nós não devemos estar porque nem é das piores opções que já vimos o holandês tomar. Calminha meninos e sobretudo... Pensem.
E já que falamos de balizas, no Domingo vinha eu de Coimbra a ouvir o relato do sportem-penafiel e aconteceu-me uma das cenas mais hilariantes da minha vida. O repórter da Antena 1 (que se não me engano é aquele José Carlos Soares que apresentava aquele programa de futebol ao Sábado na tvi), enquanto eu estive atenta, interviu duas vezes:
- na 1ª, para dizer que o Ricardinho foi ovacionado quando entrou no relvado e, num tom que teve tanto de sarcasmo como de arrogância, fez questão de dizer: "engraçado que ele esteja a jogar e Baía tenha ficado no banco..". Pá, ri-me.
- na 2ª presenteou-nos com um dos melhores momentos radiofónicos de sempre: "para mim, os 2 melhores guarda-redes portugueses são o Ricardo do sporting e o Carlos do Steua de Bucareste". Não imaginam o quanto me rio sempre que me lembro disto. É que ninguém lhe perguntou nada e ele sai-se do nada com isto. Brilhante.
À beira deste, eu sou um exemplo de imparcialidade.
P.S. Lucílio Baptista nomeado para o guimarães-sportem. É decisivo, por isso tinha que ser. São tão óbvios que até dói. Vá lá, ao menos já nos safamos dele em alvalade. Ufa!
Já para não falar nos incompetentes dos jornalistas e nos burros dos comentadores que ficaram "escandalizados" pela situação só para tentarem criar alguma instabilidade, chocou-me mesmo que alguns portistas não tenham percebido isto.
É que eu sei que os outros não percebem lá muito do que falam (ou o objectivo é mesmo chatear-nos e então sabem muito bem o que andam a fazer...), mas quando nós próprios entramos nesta conversa da treta fico preocupada.
Meus caros, parece-me evidente o seguinte: na pré-época, Adriaanse não conhecia os 2 jogadores, testou-os e escolheu Baía. Que ele é dono e senhor das nossas redes todos sabemos e o holandês viu isso e correspondeu. Basta ver que o nosso 99 foi titularíssimo até que... Adriaanse optou por outra táctica que, nem é preciso ele afirmá-lo para nós percebermos, se adapta melhor às características do Helton.
Ao dar a titularidade a Helton neste jogo, Adriaanse não nos está a dizer que ele é melhor do que o Baía nem está a "castigar" o número 99. Simplesmente o 3-3-4 precisa de um guarda-redes mais ao estilo do Helton. Parece-me tão evidente que não percebo a polémica.
Também não estou a querer dizer que já não quero saber do Baía. Isso nunca. Por mim, ele era sempre titular pelo jogador e sobretudo pelo portista com grande personalidade que é. Mas não é preciso perceber muito de futebol para ver que o Helton também é um brilhante guarda-redes e que se adapta melhor a esta táctica à qual nós próprios ainda não nos habituamos.
Há lugar para todos e o Baía sabe o que significa para nós, tal como sabe perfeitamente o que vale. Por isso, acho que ele próprio não está zangado com a situação, tal como nós não devemos estar porque nem é das piores opções que já vimos o holandês tomar. Calminha meninos e sobretudo... Pensem.
E já que falamos de balizas, no Domingo vinha eu de Coimbra a ouvir o relato do sportem-penafiel e aconteceu-me uma das cenas mais hilariantes da minha vida. O repórter da Antena 1 (que se não me engano é aquele José Carlos Soares que apresentava aquele programa de futebol ao Sábado na tvi), enquanto eu estive atenta, interviu duas vezes:
- na 1ª, para dizer que o Ricardinho foi ovacionado quando entrou no relvado e, num tom que teve tanto de sarcasmo como de arrogância, fez questão de dizer: "engraçado que ele esteja a jogar e Baía tenha ficado no banco..". Pá, ri-me.
- na 2ª presenteou-nos com um dos melhores momentos radiofónicos de sempre: "para mim, os 2 melhores guarda-redes portugueses são o Ricardo do sporting e o Carlos do Steua de Bucareste". Não imaginam o quanto me rio sempre que me lembro disto. É que ninguém lhe perguntou nada e ele sai-se do nada com isto. Brilhante.
À beira deste, eu sou um exemplo de imparcialidade.
P.S. Lucílio Baptista nomeado para o guimarães-sportem. É decisivo, por isso tinha que ser. São tão óbvios que até dói. Vá lá, ao menos já nos safamos dele em alvalade. Ufa!
28 março, 2006
académica 0 - FCPORTO 1
À ida para Coimbra apercebi-me de como aquele podia ser um péssimo dia. Tinha dormido pouco, estava exausta e nem sequer me imaginava a ver o jogo de pé quanto mais a cantar. Pior, estava convencidíssima que o Porto ia perder. Ok, eu sei que em 90% dos jogos do Porto eu acho que não ganhamos e que normalmente é só quando acho mesmo que está ganho que perdemos, mas ontem era diferente.
Era diferente porque a lagartagem está aí à porta e se já antes eu lhes tinha um ódio especial, depois da palhaçada que foi o último jogo então é que eu não os suporto mesmo.
E era diferente porque era aquele típico jogo que podia estragar uma época. O adversário tenta fugir à despromoção e tem um treinador que por 1 ponto é capaz de jogar com 3 guarda-redes, enquanto o Porto está a jogar bem e a deixar os adeptos descansados. Todos, menos eu. Desculpem-me se passo a semana desesperada a achar que é já no próximo jogo que enterramos. Desculpem-me se acho que não ganhamos em alvalade. Desculpem-me se eu, que ainda acho que o Porto não vai ser campeão, fui para Coimbra já a sofrer por antecipação. Mas ia ser ali que íamos perder tudo.
Ainda por cima o Adriaanse fez das dele outra vez: Pepe na direita e Pedro Emanuel no meio? Alan a titular? Ai que eu já vi este filme e acho que acabou mal...
O jogo começa e afinal não há cansaço nenhum e tenho voz.
O Porto domina e chovem oportunidades mas Lucho e McCarthy falham de forma impressionante. "Ela hoje não entra" diz o colega da frente. Apeteceu-me dar-lhe um estalo. Esta gente quer-me matar!
Lucho cai e sai de maca. Ficamos sem o nosso melhor jogador e, como um mal nunca vem só, entra o Jorginho.
Intervalo: 0-0. Mentalmente, revejo todas as superstições. Não me lembrava de nada que tivesse corrido mal, mas nestas coisas nunca se sabe.
Começa a 2ª parte e ando de cadeira em cadeira a tentar ver o jogo. Sinceramente, não percebo como é que a meia dúzia de jornadas do fim e com esta classificação ainda há gente que consegue preocupar-se mais com estandartes e bandeiras do que com os 3 pontos, mas enfim.
Substituição: sai Adriano, entra Hugo Almeida. Isto já estava a correr mal, ainda por cima vem para aí o tosco falhar golos e levar-me ao suicídio.
"Porra, só faltam 20 minutos?? Isto passa a correr!"
"Atira a bandeira para o chão que o Porto marca já", avisaram-me. Eu ainda pensei que realmente há gente mais maluca do que eu por acreditarem mesmo que a minha bandeira no chão ia resolver aquilo mas, pelo sim pelo não, lá atirei.
E o futebol tem coisas que eu nem sei adjectivar... Jorginho com a bola, passe milimétrico, Hugo Almeida recebe bem, ajeita e pimba.
Não sei se gritei mais "GOLO" ou "FOI A BANDEIRA CRL". E a frio ainda penso: "Uma grande jogada que envolve o Jorginho e o Hugo Almeida?? Ok, só pode ter sido a bandeira".
"Porra, ainda faltam 10 minutos?? Nunca mais passa!"
O jogo acaba, a equipa agradece o grande apoio, mas queremos saborear mais aquele momento. O estádio está vazio e nós cantamos. As luzes apagam-se e nós cantamos. Os stewards olham para nós com cara de quem quer ir para casa e nós cantamos...
TripeirA eu sou
E tenho o Porto no meu coração
Serás sempre a minha paixão
Eu dou a vida para seres campeão
A mim não me interessa onde vais jogar
Seja onde for sabes que eu vou lá estar
Nem a morte nos vai separar
Até no céu por ti eu vou cantar...
Está tudo dito.
Era diferente porque a lagartagem está aí à porta e se já antes eu lhes tinha um ódio especial, depois da palhaçada que foi o último jogo então é que eu não os suporto mesmo.
E era diferente porque era aquele típico jogo que podia estragar uma época. O adversário tenta fugir à despromoção e tem um treinador que por 1 ponto é capaz de jogar com 3 guarda-redes, enquanto o Porto está a jogar bem e a deixar os adeptos descansados. Todos, menos eu. Desculpem-me se passo a semana desesperada a achar que é já no próximo jogo que enterramos. Desculpem-me se acho que não ganhamos em alvalade. Desculpem-me se eu, que ainda acho que o Porto não vai ser campeão, fui para Coimbra já a sofrer por antecipação. Mas ia ser ali que íamos perder tudo.
Ainda por cima o Adriaanse fez das dele outra vez: Pepe na direita e Pedro Emanuel no meio? Alan a titular? Ai que eu já vi este filme e acho que acabou mal...
O jogo começa e afinal não há cansaço nenhum e tenho voz.
O Porto domina e chovem oportunidades mas Lucho e McCarthy falham de forma impressionante. "Ela hoje não entra" diz o colega da frente. Apeteceu-me dar-lhe um estalo. Esta gente quer-me matar!
Lucho cai e sai de maca. Ficamos sem o nosso melhor jogador e, como um mal nunca vem só, entra o Jorginho.
Intervalo: 0-0. Mentalmente, revejo todas as superstições. Não me lembrava de nada que tivesse corrido mal, mas nestas coisas nunca se sabe.
Começa a 2ª parte e ando de cadeira em cadeira a tentar ver o jogo. Sinceramente, não percebo como é que a meia dúzia de jornadas do fim e com esta classificação ainda há gente que consegue preocupar-se mais com estandartes e bandeiras do que com os 3 pontos, mas enfim.
Substituição: sai Adriano, entra Hugo Almeida. Isto já estava a correr mal, ainda por cima vem para aí o tosco falhar golos e levar-me ao suicídio.
"Porra, só faltam 20 minutos?? Isto passa a correr!"
"Atira a bandeira para o chão que o Porto marca já", avisaram-me. Eu ainda pensei que realmente há gente mais maluca do que eu por acreditarem mesmo que a minha bandeira no chão ia resolver aquilo mas, pelo sim pelo não, lá atirei.
E o futebol tem coisas que eu nem sei adjectivar... Jorginho com a bola, passe milimétrico, Hugo Almeida recebe bem, ajeita e pimba.
Não sei se gritei mais "GOLO" ou "FOI A BANDEIRA CRL". E a frio ainda penso: "Uma grande jogada que envolve o Jorginho e o Hugo Almeida?? Ok, só pode ter sido a bandeira".
"Porra, ainda faltam 10 minutos?? Nunca mais passa!"
O jogo acaba, a equipa agradece o grande apoio, mas queremos saborear mais aquele momento. O estádio está vazio e nós cantamos. As luzes apagam-se e nós cantamos. Os stewards olham para nós com cara de quem quer ir para casa e nós cantamos...
TripeirA eu sou
E tenho o Porto no meu coração
Serás sempre a minha paixão
Eu dou a vida para seres campeão
A mim não me interessa onde vais jogar
Seja onde for sabes que eu vou lá estar
Nem a morte nos vai separar
Até no céu por ti eu vou cantar...
Está tudo dito.
24 março, 2006
Campeonato a acabar, pressão a aumentar
Todos sabemos que a pressão na arbitragem é constante ao longo da época, mas também notamos que há alturas em que ela se acentua porque convém. E aqui estamos nós, a 7 jornadas no fim, no auge desta pressão.
Em primeiro lugar, quero salientar que esta pressão é feita sobretudo pelos 3 grandes, porque são os únicos que têm voz para isso. Aos pequenos resta lutar verdadeiramente pelos resultados e estar calados quando são prejudicados (e normalmente até o são mais vezes do que os grandes). Até porque quando os pequenos são prejudicados contra os grandes aparecem logo os grandes rivais a dizer que o rio ave, o gil vicente ou o estrela foram roubados e é a isso que se dá destaque nos jornais.
Também quero destacar que não vou aqui discutir quem tem sido mais ou menos beneficiado, nem quem faz mais ou menos pressão. Aqui vou tratar os 3 grandes por igual. Ora vejamos:
- No Porto, o blackout dos últimos meses e o 1º lugar da equipa têm favorecido o clube, na medida em que não vemos nem treinador nem jogadores a falar de arbitragens. Mas se estivermos bem atentos vemos que nestes mesmos meses as únicas vezes que o presidente falou não foi para elogiar a equipa, nem foi para criticar os adeptos. Foi para entrar em quezílias com os dirigentes rivais ou para falar de arbitragens. E hoje lá vemos Pinto da Costa, quando abordado sobre as queixas do sporting, a dizer que não têm motivos para isso e que deviam era estar preocupados com verdadeiros roubos como o do passado rio ave-benfica. Não está aqui em causa a veracidade das informações, mas eu acho ridículo quebrar-se um blackout para se responder à pressão dos dirigentes do sporting, ainda por cima chamando-se à baila um jogo que não tem nada a ver e que só serve para fazer mais pressão.
- No sporting, o clube que (desculpem mas tenho de dizer isto) tem sido mais beneficiado esta época, a pressão começou na 4ª feira. Achavam que vinham aqui e nos comiam e depois iam para casa todos contentes porque o campeonato ia ser canja. Mas tiveram azar e então toca a culpar os árbitros. Mas não se ficou por aqui. Ricardo, por exemplo, vem hoje dizer que não deixaram o sporting ganhar e que, como tal, só reforçaram a força do plantel para conquistar o título. Se a palhaçada que isto tem sido não é pressão para os árbitros beneficiarem ainda mais o sportig nas últimas jornadas, então não sei o que é pressão.
- No benfica, depois de uma época a afirmarem-se contra este tipo de pressões, eis que depois dos jogos contra a naval e guimarães a nação benfiquista se insurge contra uma pseudo perseguição dos árbitros. Resultou em cheio porque na jornada seguinte foram logo claramente beneficiados.
É assim que funciona a pressão à arbitragem em Portugal, totalmente concentrada nos 3 grandes. Aqui não deve haver preferências clubísticas a falar, porque nisto estamos todos no mesmo barco. É uma vergonha este tipo de cenas e eu pelo menos não fico nada contente por assistir a isto.
Vejamos o que nos trazem as últimas jornadas e sinceramente espero que os árbitros não cedam a estas palhaçadas. Porque que eles são maus e erram constantemente já todos sabemos, mas é fácil reparar quando erram por isso ou quando erram de propósito.
Calminha que isto já está a acabar e esperemos que ganhe o melhor.
P.S. Depois de reler este post, quase que acreditei que tenho fair-play e que sou mesmo Isenta e Imparcial!
Em primeiro lugar, quero salientar que esta pressão é feita sobretudo pelos 3 grandes, porque são os únicos que têm voz para isso. Aos pequenos resta lutar verdadeiramente pelos resultados e estar calados quando são prejudicados (e normalmente até o são mais vezes do que os grandes). Até porque quando os pequenos são prejudicados contra os grandes aparecem logo os grandes rivais a dizer que o rio ave, o gil vicente ou o estrela foram roubados e é a isso que se dá destaque nos jornais.
Também quero destacar que não vou aqui discutir quem tem sido mais ou menos beneficiado, nem quem faz mais ou menos pressão. Aqui vou tratar os 3 grandes por igual. Ora vejamos:
- No Porto, o blackout dos últimos meses e o 1º lugar da equipa têm favorecido o clube, na medida em que não vemos nem treinador nem jogadores a falar de arbitragens. Mas se estivermos bem atentos vemos que nestes mesmos meses as únicas vezes que o presidente falou não foi para elogiar a equipa, nem foi para criticar os adeptos. Foi para entrar em quezílias com os dirigentes rivais ou para falar de arbitragens. E hoje lá vemos Pinto da Costa, quando abordado sobre as queixas do sporting, a dizer que não têm motivos para isso e que deviam era estar preocupados com verdadeiros roubos como o do passado rio ave-benfica. Não está aqui em causa a veracidade das informações, mas eu acho ridículo quebrar-se um blackout para se responder à pressão dos dirigentes do sporting, ainda por cima chamando-se à baila um jogo que não tem nada a ver e que só serve para fazer mais pressão.
- No sporting, o clube que (desculpem mas tenho de dizer isto) tem sido mais beneficiado esta época, a pressão começou na 4ª feira. Achavam que vinham aqui e nos comiam e depois iam para casa todos contentes porque o campeonato ia ser canja. Mas tiveram azar e então toca a culpar os árbitros. Mas não se ficou por aqui. Ricardo, por exemplo, vem hoje dizer que não deixaram o sporting ganhar e que, como tal, só reforçaram a força do plantel para conquistar o título. Se a palhaçada que isto tem sido não é pressão para os árbitros beneficiarem ainda mais o sportig nas últimas jornadas, então não sei o que é pressão.
- No benfica, depois de uma época a afirmarem-se contra este tipo de pressões, eis que depois dos jogos contra a naval e guimarães a nação benfiquista se insurge contra uma pseudo perseguição dos árbitros. Resultou em cheio porque na jornada seguinte foram logo claramente beneficiados.
É assim que funciona a pressão à arbitragem em Portugal, totalmente concentrada nos 3 grandes. Aqui não deve haver preferências clubísticas a falar, porque nisto estamos todos no mesmo barco. É uma vergonha este tipo de cenas e eu pelo menos não fico nada contente por assistir a isto.
Vejamos o que nos trazem as últimas jornadas e sinceramente espero que os árbitros não cedam a estas palhaçadas. Porque que eles são maus e erram constantemente já todos sabemos, mas é fácil reparar quando erram por isso ou quando erram de propósito.
Calminha que isto já está a acabar e esperemos que ganhe o melhor.
P.S. Depois de reler este post, quase que acreditei que tenho fair-play e que sou mesmo Isenta e Imparcial!
FCPORTO 1 - 1 sportem (5-4 nas g.p.)
O Porto está na final da Taça após derrotar o principal adversário na luta pelo título num jogo que teve tanto de emocionante como de polémico.
Para começar devo dizer que acho que o Porto chegou até aqui por mérito próprio e que, apesar de alguma sorte no sorteio, jogámos sempre para ganhar e fizemos por merecer o Jamor.
Ora bem, antes do jogo eu esperava uma partida bem acesa, porque ambas as equipas teriam que obviamente jogar para ganhar. Mas pelos vistos enganei-me, porque o menino querido da comunicação social montou mais uma vez uma estratégia que assentava na espera pelo erro do adversário. Uma táctica demasiado defensiva para quem ambiciona tanto, digo eu. O que é certo é que resultou e lá tivemos que ir para prolongamento.
O sportem entrou melhor nos 30 minutos adicionais, o que só prova que se calhar se fossem mais atrevidos até podiam ter chegado mais longe, mas enfim. Liedson marcou aos 109 minutos, depois de um erro infantil de Cech. Quando os lagartos já se viam no Jamor e quando alguns imbecis já estavam de lenço branco a mandar o holandês para um certo sítio, eis que surge McCarthy a resolver mais uma vez.
Segundo me dizem, foi um dos maiores festejos de sempre no Dragão (talvez superado pelo 2º golo no Porto-manchester ou no Porto-chelsea) e eu não estava lá (tive que sair mais cedo......). Que merda.
Mas enfim, íamos para as grandes penalidades.
João Moutinho, o anãozinho que passou o jogo a atirar-se para o chão, vai marcar o 1º com o narizinho para cima como se já fosse gente e... Baía defende!
Lucho, McCarthy, Ricardo Costa e Paulo Assunção não deixaram Ricardo brilhar (mas também tivemos a sorte de ele não ter tirado as luvas!!!) até que o guardião do sportem (não sei porque é que lhe chamam isto se ele não guarda lá grande coisa) se lança para marcar o último penalty da sua equipa - nada demais para o melhor guarda-redes do mundo com os pés. Interessante que Ricardo nem olhe sequer para Baía... Mas o nosso Baía, incomodadíssimo por estar diante do titular da Selecção nacional que tem muitos mais títulos e experiência do que ele (ai esperem, não tem nada... Mas é titular da selecção! Medo), responde-lhe mandando a bola para testar os seus reflexos e, claro, Ricardo não nos desilude e falha como é habitual :)
Bem, o palhaço lá marcou mas Lisandro decidiu acabar com aquilo logo ali e lá estamos nós na final.
Foi emocionante mas as surpresas não ficavam por aqui.
Só no dia seguinte é que ouvi declarações e fiquei a saber que o sportem foi roubadíssimo no Dragão.
Eu até pensei que estava a ouvir mal. Tipo, não há jogo entre Porto e sportem nos últimos anos que o Porto não tenha sido mesmo roubadíssimo (então quando é o Lucílio nem se fala...) e vêm-me agora estes gajos queixarem-se? Mais, não devem ter visto o mesmo jogo que eu, porque eu dormi descansadinha de 4ª pra 5ª a pensar que tinha sido lindo durante uns minutos eles festejarem como se tivessem ganho e depois terem ido para casa com o rabinho entre as pernas. Mas não, afinal a lagartagem foi roubada.
Ora, nada como analisar os lances da polémica. Penalty de Pepe? Realmente ele dá mão (embora já meta nojo os lances de mãos em Portugal serem todos assinalados porque na lei diz que só é falta se se notar que a mão está lá propositadamente, mas enfim), mas curiosamente está fora da área e eles esquecem-se que nesse lance há uma falta não assinalada contra o sportem que gerou aquela jogada de perigo. Expulsão de Caneira injusta e propositada? Porra, eu vejo tudo à molhada, mas distingue-se bem a quezília entre o Lucho e o Caneira e que eu saiba levaram os 2 amarelo. Tal como o Raúl Meireles sem se ver porquê. Não vejo aqui roubo nenhum, mas pronto.
Faltas e foras-de-jogo sempre assinaladas a favor do mesmo? Opa, vão-se lixar que sabem bem que não é verdade.
Alto! Mas houve um lance que os dirigentes do sportem apontaram e que têm realmente razão. Numa jogada a bola sai pela linha de fundo, o árbitro assinala pontapé de baliza para o Porto e realmente devia ter sido canto para o sportem. Foram roubadíssimos.
Meus caros, poupem-me e aprendam a perder.
Faz-me uma certa confusão que um treinador que não tem habilitações nenhumas para isso mas que é um querido para os jornalistas venha dizer que jogaram contra 12. Eu por acaso acho que ele não devia falar assim do Ricardo, porque ele é mau mas também é chato o próprio treinador assumir que ele dá vantagem à equipa adversária.
E mais confusão me faz que numa altura em que no sportem anda tudo às avessas com assembleias e eleições nos apareçam meia dúzia de dirigentes de meia tigela no final do jogo a dizerem que o sportem foi muito roubado e que o Baía andou a insultar o Ricardinho. Eu se fosse lagarta (cruzes, credo, canhoto!!!) tinha vergonha que estes empresários viessem dar a cara pelo meu clube ao mesmo tempo que andam a tentar roubar-lhe o património, mas enfim.
Ao menos houve um gajo que me surpreendeu e muito. Leiam as declarações de Liedson e aprendam meus senhores. O rapaz às vezes é um palhaço de primeira, mas na 4ª, para além de em campo se ter portado muito bem (o c****o escusava de marcar mas ok), deu uma grande lição de profissionalismo no flash interview.
Fora das 4 linhas, a lagartagem portou-se mais uma vez muito bem. Pena que os senhores de cassetete na mão tenham atrasado a sua entrada.
Vergonha total foi a atitude dos administradores para com o Colectivo. Os ultras só conseguiram entrar porque foram mais espertos que os senhores de gravata, senão bem que ficava cá fora uma claque que nunca causou problemas àquela gente e que sempre foi um exemplo de dedicação. Enfim...
Os Super Dragões destacaram-se pelo número e pelo apoio, mas sobretudo por uma tocha que quase acertava no Ricardinho. Noutra altura qualquer diria que foi pena não ter acertado, mas neste momento a última coisa que precisávamos era uma tocha para dar razão a quem nos odeia. Às vezes convém pensar nestas coisas.
E a 14 de Maio lá estaremos no Jamor. Vai ser mau por duas razões: 1º porque é no fim da semana da Queima das Fitas e não me cheira que vá ter muitas forças nesse dia e 2º porque vai ser contra o setúbal. O guimarães desiludiu-me mais uma vez e agora resta-nos jogar contra os vencedores em título.
Agora muita calminha que domingo temos já um jogo bem difícil e não se pode perder pontos.
Para começar devo dizer que acho que o Porto chegou até aqui por mérito próprio e que, apesar de alguma sorte no sorteio, jogámos sempre para ganhar e fizemos por merecer o Jamor.
Ora bem, antes do jogo eu esperava uma partida bem acesa, porque ambas as equipas teriam que obviamente jogar para ganhar. Mas pelos vistos enganei-me, porque o menino querido da comunicação social montou mais uma vez uma estratégia que assentava na espera pelo erro do adversário. Uma táctica demasiado defensiva para quem ambiciona tanto, digo eu. O que é certo é que resultou e lá tivemos que ir para prolongamento.
O sportem entrou melhor nos 30 minutos adicionais, o que só prova que se calhar se fossem mais atrevidos até podiam ter chegado mais longe, mas enfim. Liedson marcou aos 109 minutos, depois de um erro infantil de Cech. Quando os lagartos já se viam no Jamor e quando alguns imbecis já estavam de lenço branco a mandar o holandês para um certo sítio, eis que surge McCarthy a resolver mais uma vez.
Segundo me dizem, foi um dos maiores festejos de sempre no Dragão (talvez superado pelo 2º golo no Porto-manchester ou no Porto-chelsea) e eu não estava lá (tive que sair mais cedo......). Que merda.
Mas enfim, íamos para as grandes penalidades.
João Moutinho, o anãozinho que passou o jogo a atirar-se para o chão, vai marcar o 1º com o narizinho para cima como se já fosse gente e... Baía defende!
Lucho, McCarthy, Ricardo Costa e Paulo Assunção não deixaram Ricardo brilhar (mas também tivemos a sorte de ele não ter tirado as luvas!!!) até que o guardião do sportem (não sei porque é que lhe chamam isto se ele não guarda lá grande coisa) se lança para marcar o último penalty da sua equipa - nada demais para o melhor guarda-redes do mundo com os pés. Interessante que Ricardo nem olhe sequer para Baía... Mas o nosso Baía, incomodadíssimo por estar diante do titular da Selecção nacional que tem muitos mais títulos e experiência do que ele (ai esperem, não tem nada... Mas é titular da selecção! Medo), responde-lhe mandando a bola para testar os seus reflexos e, claro, Ricardo não nos desilude e falha como é habitual :)
Bem, o palhaço lá marcou mas Lisandro decidiu acabar com aquilo logo ali e lá estamos nós na final.
Foi emocionante mas as surpresas não ficavam por aqui.
Só no dia seguinte é que ouvi declarações e fiquei a saber que o sportem foi roubadíssimo no Dragão.
Eu até pensei que estava a ouvir mal. Tipo, não há jogo entre Porto e sportem nos últimos anos que o Porto não tenha sido mesmo roubadíssimo (então quando é o Lucílio nem se fala...) e vêm-me agora estes gajos queixarem-se? Mais, não devem ter visto o mesmo jogo que eu, porque eu dormi descansadinha de 4ª pra 5ª a pensar que tinha sido lindo durante uns minutos eles festejarem como se tivessem ganho e depois terem ido para casa com o rabinho entre as pernas. Mas não, afinal a lagartagem foi roubada.
Ora, nada como analisar os lances da polémica. Penalty de Pepe? Realmente ele dá mão (embora já meta nojo os lances de mãos em Portugal serem todos assinalados porque na lei diz que só é falta se se notar que a mão está lá propositadamente, mas enfim), mas curiosamente está fora da área e eles esquecem-se que nesse lance há uma falta não assinalada contra o sportem que gerou aquela jogada de perigo. Expulsão de Caneira injusta e propositada? Porra, eu vejo tudo à molhada, mas distingue-se bem a quezília entre o Lucho e o Caneira e que eu saiba levaram os 2 amarelo. Tal como o Raúl Meireles sem se ver porquê. Não vejo aqui roubo nenhum, mas pronto.
Faltas e foras-de-jogo sempre assinaladas a favor do mesmo? Opa, vão-se lixar que sabem bem que não é verdade.
Alto! Mas houve um lance que os dirigentes do sportem apontaram e que têm realmente razão. Numa jogada a bola sai pela linha de fundo, o árbitro assinala pontapé de baliza para o Porto e realmente devia ter sido canto para o sportem. Foram roubadíssimos.
Meus caros, poupem-me e aprendam a perder.
Faz-me uma certa confusão que um treinador que não tem habilitações nenhumas para isso mas que é um querido para os jornalistas venha dizer que jogaram contra 12. Eu por acaso acho que ele não devia falar assim do Ricardo, porque ele é mau mas também é chato o próprio treinador assumir que ele dá vantagem à equipa adversária.
E mais confusão me faz que numa altura em que no sportem anda tudo às avessas com assembleias e eleições nos apareçam meia dúzia de dirigentes de meia tigela no final do jogo a dizerem que o sportem foi muito roubado e que o Baía andou a insultar o Ricardinho. Eu se fosse lagarta (cruzes, credo, canhoto!!!) tinha vergonha que estes empresários viessem dar a cara pelo meu clube ao mesmo tempo que andam a tentar roubar-lhe o património, mas enfim.
Ao menos houve um gajo que me surpreendeu e muito. Leiam as declarações de Liedson e aprendam meus senhores. O rapaz às vezes é um palhaço de primeira, mas na 4ª, para além de em campo se ter portado muito bem (o c****o escusava de marcar mas ok), deu uma grande lição de profissionalismo no flash interview.
Fora das 4 linhas, a lagartagem portou-se mais uma vez muito bem. Pena que os senhores de cassetete na mão tenham atrasado a sua entrada.
Vergonha total foi a atitude dos administradores para com o Colectivo. Os ultras só conseguiram entrar porque foram mais espertos que os senhores de gravata, senão bem que ficava cá fora uma claque que nunca causou problemas àquela gente e que sempre foi um exemplo de dedicação. Enfim...
Os Super Dragões destacaram-se pelo número e pelo apoio, mas sobretudo por uma tocha que quase acertava no Ricardinho. Noutra altura qualquer diria que foi pena não ter acertado, mas neste momento a última coisa que precisávamos era uma tocha para dar razão a quem nos odeia. Às vezes convém pensar nestas coisas.
E a 14 de Maio lá estaremos no Jamor. Vai ser mau por duas razões: 1º porque é no fim da semana da Queima das Fitas e não me cheira que vá ter muitas forças nesse dia e 2º porque vai ser contra o setúbal. O guimarães desiludiu-me mais uma vez e agora resta-nos jogar contra os vencedores em título.
Agora muita calminha que domingo temos já um jogo bem difícil e não se pode perder pontos.
21 março, 2006
Clássico é clássico
Pois é, mesmo sendo um jogo para a Taça (que é aquele troféu que obviamente se gosta de ganhar, mas que também ninguém fica muito chateado por perder) o FCPorto-sportem de amanhã não deixa de ser um clássico. E como há umas semanas atrás vos disse é inevitável sentir um acréscimo de emoção. Principalmente porque o rival da 2ª circular está coladinho a nós no campeonato e o resultado de amanhã será provavelmente decisivo em termos psicológicos.
Segundo os "especialistas", vão-se defrontar as duas melhores equipas do momento. Ora, eu sei que sou um bocado suspeita, mas a mim parece-me que para além do Porto ter um plantel bem melhor o sportem não joga assim tão bem. Ok, tem uma série de vitórias muito boa, mas não nos vamos esquecer da maneira como tem ganho alguns jogos.
E claro, temos um empate no Dragão que nos caiu muito mal na 1ª volta para vingar. Esperemos que o menino bonito da comunicação social (Paulo Bento, pois claro) não venha cá jogar como nessa partida, porque para além de ser uma vergonha para um candidato ao título, eu desta vez paguei bilhete e quero ver alguma coisa de jeito.
Esperemos também que o árbitro não queira ser o grande protagonista, coisa que nos últimos jogos entre dragões e lagartos tem sido regra. Eu estou confiante. Ao menos não é o Lucílio! (Será que o estão a guardar para o sportem-Porto?!?...)
Mas hoje por acaso assustei-me quando liguei a TV e mostraram os 3 jornais desportivos. Sá Pinto enche todas as capas ao dizer "vamos passar no Dragão". Sá, meu grande portista, eu sei que vocês estão habituados a ver-nos passar à frente e a passar ao lado dos títulos, mas também escusavas de desanimar já a malta.
Prevê-se ainda uma boa disputa entre claques. Eu cá acho que nos devíamos portar muito bem, porque afinal de contas vamos jogar contra o clube de elite e fica mal dizer asneiras e essas coisas de gente com má formação. Catorreira!
E pronto, o estádio vai encher na esperança de voltarmos ao Jamor (que bom...!), mas parece-me que a principal intenção é mesmo ver se afinal temos ou não hipóteses de ir ganhar a alvalade. É que a Taça é fixe e tal, mas por aqui já só se pensa no campeonato.
Segundo os "especialistas", vão-se defrontar as duas melhores equipas do momento. Ora, eu sei que sou um bocado suspeita, mas a mim parece-me que para além do Porto ter um plantel bem melhor o sportem não joga assim tão bem. Ok, tem uma série de vitórias muito boa, mas não nos vamos esquecer da maneira como tem ganho alguns jogos.
E claro, temos um empate no Dragão que nos caiu muito mal na 1ª volta para vingar. Esperemos que o menino bonito da comunicação social (Paulo Bento, pois claro) não venha cá jogar como nessa partida, porque para além de ser uma vergonha para um candidato ao título, eu desta vez paguei bilhete e quero ver alguma coisa de jeito.
Esperemos também que o árbitro não queira ser o grande protagonista, coisa que nos últimos jogos entre dragões e lagartos tem sido regra. Eu estou confiante. Ao menos não é o Lucílio! (Será que o estão a guardar para o sportem-Porto?!?...)
Mas hoje por acaso assustei-me quando liguei a TV e mostraram os 3 jornais desportivos. Sá Pinto enche todas as capas ao dizer "vamos passar no Dragão". Sá, meu grande portista, eu sei que vocês estão habituados a ver-nos passar à frente e a passar ao lado dos títulos, mas também escusavas de desanimar já a malta.
Prevê-se ainda uma boa disputa entre claques. Eu cá acho que nos devíamos portar muito bem, porque afinal de contas vamos jogar contra o clube de elite e fica mal dizer asneiras e essas coisas de gente com má formação. Catorreira!
E pronto, o estádio vai encher na esperança de voltarmos ao Jamor (que bom...!), mas parece-me que a principal intenção é mesmo ver se afinal temos ou não hipóteses de ir ganhar a alvalade. É que a Taça é fixe e tal, mas por aqui já só se pensa no campeonato.
19 março, 2006
FCPORTO 3 - paços de ferreira 0
E aí está mais uma vitória convincente dos dragões numa altura em que é proibido perder pontos, muito menos em jogos aparentemente mais fáceis como este.
É verdade que o paços é uma equipa muito fraca e que pouco fez para sair do Dragão com pontos, mas não deixa de ser evidente que este Porto dificilmente perderá pontos a jogar assim.
Para os mais descrentes nos nossos avançados (nos quais por vezes me incluí), Mccarthy, Adriano e Lisandro marcaram os 3 golos da partida mostrando que estão aí para a recta final.
O árbitro não teve influência mas ainda assim esqueceu-se de marcar um penalty a nosso favor cometido sobre Adriano. Mas quando se joga assim não há árbitro que interfira.
Os bons resultados aliados às boas exibições estão a contagiar os adeptos. Ontem o ambiente no Dragão foi bem mais pacífico, com as claques portistas, apesar de não cederem nos protestos, a apoiar a equipa do princípio ao fim.
De salientar ainda a exibição de uma frase por parte dos SD onde dizia: "Acima de tudo,Porto" que foi imediatamente retirada pelos stewards/polícia. Alguém que me explique onde é que isto se encaixa na lei que já por si é demasiado limitativa. Enfim.
Resta-nos ser do leiria desde pequeninos.
É verdade que o paços é uma equipa muito fraca e que pouco fez para sair do Dragão com pontos, mas não deixa de ser evidente que este Porto dificilmente perderá pontos a jogar assim.
Para os mais descrentes nos nossos avançados (nos quais por vezes me incluí), Mccarthy, Adriano e Lisandro marcaram os 3 golos da partida mostrando que estão aí para a recta final.
O árbitro não teve influência mas ainda assim esqueceu-se de marcar um penalty a nosso favor cometido sobre Adriano. Mas quando se joga assim não há árbitro que interfira.
Os bons resultados aliados às boas exibições estão a contagiar os adeptos. Ontem o ambiente no Dragão foi bem mais pacífico, com as claques portistas, apesar de não cederem nos protestos, a apoiar a equipa do princípio ao fim.
De salientar ainda a exibição de uma frase por parte dos SD onde dizia: "Acima de tudo,Porto" que foi imediatamente retirada pelos stewards/polícia. Alguém que me explique onde é que isto se encaixa na lei que já por si é demasiado limitativa. Enfim.
Resta-nos ser do leiria desde pequeninos.
16 março, 2006
marítimo 1 - FCPORTO 2 (a.p.)
Apesar de desta vez ter ficado em casa, as minhas superstições não tiveram influência no resultado e o Porto lá foi ganhar à Madeira. Mesmo com Lucílio Baptista a apitar e isto sim é supreendente!
As televisões lá se esqueceram de transmitir o jogo e por isso só falo do que vi no resumo.
O Porto criou mais oportunidades e teve em McCarthy o matador que tanto precisa. Apesar do aparente controlo do jogo por parte dos dragões a partida teve que ir para prolongamento graças a um penalty mal assinalado pelo árbitro.
Nomear Lucílio Baptista para um jogo do Porto costuma dar nisto: amarelos a torto e a direito e um jogador mal expulso. Vá lá, já o vi fazer pior.
Enfim, a vitória pareceu-me mais do que justa e lá estaremos nas meias finais.
Nos restantes jogos, destaque para a derrota do boavista também muito influenciada pelo árbitro e para a vitória do guimarães em pleno estádio da luz por 0-1. O sporting venceu em Coimbra por 0-2.
O sorteio acabou de se realizar: Porto-sporting na próxima 4ª às 20.45 / setúbal-guimarães no dia seguinte. Aturar lagartos duas vezes num mês? Humpf!
As televisões lá se esqueceram de transmitir o jogo e por isso só falo do que vi no resumo.
O Porto criou mais oportunidades e teve em McCarthy o matador que tanto precisa. Apesar do aparente controlo do jogo por parte dos dragões a partida teve que ir para prolongamento graças a um penalty mal assinalado pelo árbitro.
Nomear Lucílio Baptista para um jogo do Porto costuma dar nisto: amarelos a torto e a direito e um jogador mal expulso. Vá lá, já o vi fazer pior.
Enfim, a vitória pareceu-me mais do que justa e lá estaremos nas meias finais.
Nos restantes jogos, destaque para a derrota do boavista também muito influenciada pelo árbitro e para a vitória do guimarães em pleno estádio da luz por 0-1. O sporting venceu em Coimbra por 0-2.
O sorteio acabou de se realizar: Porto-sporting na próxima 4ª às 20.45 / setúbal-guimarães no dia seguinte. Aturar lagartos duas vezes num mês? Humpf!
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