07 fevereiro, 2006

FCPORTO 1 - braga 1

Adriaanse não desiste do seu sistema e o Porto voltou a entrar em campo com 3 defesas (sendo que agora foram 2 centrais e 1 lateral adaptado) e 2 médios defensivos, sendo que a novidade foram os 2 pontas-de-lança. Apesar disso, o Porto começou a partida a dominar totalmente o braga. As bolas não entraram e ao intervalo o 0-0 era ridículo tendo em conta o que se tinha passado.

Na segunda parte, o Porto entrou praticamente a ganhar. Mais um golo de Lucho e estava feita justiça. Mas Adriaanse não podia ficar por aqui. Aos 79 minutos, altura em que o Porto controlava perfeitamente o resultado, troca Adriano por Bruno Alves como que a dizer: agora defendam que eu não tou pra me chatear. Eu própria consegui perceber a desorientação dos 11 homens de azul e branco que estavam em campo. O estádio assobiou a substituição como que a adivinhar o que aí vinha.
E pronto, aos 88 minutos não foi a bem, foi a mal. Bruno Paixão, depois de mais uma exibição ao seu nível, assinala penalti esquecendo-se do fora-de-jogo do jogador do braga. Pormenores que nos valem menos 2 pontos.
Até ao final do jogo, os portistas ainda tentaram reagir mas era tal a desordem que não havia volta a dar. Paixão também ajudou ao não marcar uma série de faltas a nosso favor e praticamente a "dar" a bola aos jogadores do braga.

Paulo Santos foi o homem da noite já que, tal como na primeira volta, sacou defesas praticamente impossíveis. Este rapaz contra nós joga que se farta, vá se lá saber porquê.
Estranha a atitude deste braga, que se engrandece perante outros clubes, mas que se aninha contra este Porto, à espera de um empate que nem eles sabem como é que o conseguiram.

Fazendo o balanço total deste Porto, os adeptos dos outros clubes não imaginam a frustração que é ver que temos um grande plantel, que há mesmo jogadores com vontade de ganhar e de comer a relva, mas que a teimosia do treinador é tão grande que é capaz de tapar isto tudo.
Eu tentei compreender Adriaanse e os últimos meses do último ano deram-me esperança que o homem tinha aprendido. Mas já não há paciência para tamanha estupidez. É que uma coisa é ser teimoso, outra é mesmo ser burro. E um treinador que consegue estragar o talento que há ali só pode ser burro.
Começo a compreender o curriculum vazio de Adriaanse. Talvez esteja na altura de alguém lhe explicar que o Porto não é o Alkmaar e que já chega de desculpas.
Que fique bem claro que eu não sou apologista de uma mudança de treinador. Nesta altura, seria mais prejudicial do que benéfico, seria um começar do zero que podia pôr em causa toda a época. Além disso, custa-me chegar a um nome que fizesse melhor do que Adriaanse está a fazer (em termos de classificação, claro).
Só queria mesmo que o homem aprendesse com os erros, acho que não é pedir muito.
Irrita-me este blackout que é furado para se trocar galhardetes com o Veiga, mas onde continua tudo calado sobre isto.

Mas este jogo não se resumiu a mais uma invenção de Adriaanse e de outras invenções do nosso amigo Paixão. Os adeptos foram sem dúvida os grandes protagonistas da noite.
Do lado do braga, milhares de pessoas deslocaram-se à Invicta e estiveram muito bem no apoio à equipa. Tenho mesmo pena que esta gente toda só se tenha lembrado há cerca de um ano que é do braga.

Do lado do Porto, a polícia bem tentou mas não houve desacatos. Quando faltava quase uma hora para o jogo começar, fui ameaçada por um bófia porque estava a tossir. Sim, é verdade, tentem não ficar doentes senão ainda levam "uns rebuçados para a tosse". Mas claro, quem provoca somos nós... Enfim.
Os Super Dragões estiveram em menor número do que o habitual mas apetece mesmo dizer que o corte de relações já devia era ter acontecido há mais tempo, porque toda esta novela acabou por despertar mentalidades que há muito andavam adormecidas.
Nos primeiros 10 minutos, os Super ficaram calados e viraram-se de costas para o relvado. O silêncio no Dragão só não era arrebatador porque as claques do braga aproveitaram para se fazer notar.
Os adeptos do Porto tentaram então apoiar a equipa e alguns ainda assobiaram a atitude dos Super, mas cedo perceberam que afinal o Dragão não fica assim tão bonito sem aqueles "vândalos".
Aos 10 minutos o monstro acordou e durante 90 minutos os Super apoiaram o Porto como há muito não se via num jogo em casa. Sem provocações, sem interesses. Só nós e o Porto.
Já o Colectivo também virou as costas ao jogo, não apoiou e tirou mesmo as faixas, em sinal de protesto, já que a SAD do Porto também lhes retirou alguns benefícios. Pelos vistos, aqueles senhores estavam mortinhos para arranjar desculpa para acabar com os benefícios das claques. Enfim...
No final do jogo, o Dragão deu um coro de assobios ao Paixão e muitos lenços brancos a Adriaanse. Afinal parece que não são só os maluquinhos das curvas a estarem descontentes.

E pronto, lá vamos nós em 1º mesmo com estas novelas todas. Continuo a acreditar que é possível sermos campeões graças a este plantel, mas caso isso aconteça não me vou esquecer de quem anda a fazer mal a este Porto.

4 comentários:

Desnorteado disse...

curtia a parte os sd tiveram 10 minutos calaram, e durante 90 minutos apoiaram o porto :P deve ser pai 80 pelo menos ;)

Novo Moreira disse...

isso do Paulo Santos faz-me lembrar o Costinha com um outro grande. E já agora... o Braga a jogar encolhido levou-vos 1 ponto. Se "crescesse" como no ano passado ou como com outras equipas tinha levado os 3... Dá~te por feliz por eles se terem encolhido!

miki disse...

encolhem-se sempre... esses e todos os qe vão ao cemitério. quanto à arbitragem, foi um disfarce, aliás qe se deve prolongar mais 2 jornadas para aí sim, voltar aos roubos de igreja habituais.
Contra tudo e contra todos, eu acredito no Bi Campeonato!

Saudações Benfiquistas

Catarina disse...

Quando o benfica perde têm que arranjar cada desculpa para vir aqui comentar..